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domingo, 30 de dezembro de 2012

Como você é medido? Mensagem de final de ano!



Muitos são os que medem as pessoas pelo número de zeros de suas contas bancárias, e, para estes, as pessoas valem o quanto elas possuem!

Alguns, auto intitulados de intelectuais, gostam de medir as pessoas pelos seus Quocientes de Inteligências e conquistas acadêmicas! 

Também não são poucos os que gostam de medir as pessoas pelas aparências, e, para estes, aparência é tudo, em prejuízo da essência!

Há também os que são chamados de religiosos e que gostam de medir as pessoas pela quantidade de dons, qualidade da homilia, notoriedade, graus eclesiásticos que possuem ou pela quantidade de horas que elas passam envolvidas com atividades religiosas!

Outros, chamados de justos, gostam de medir as pessoas pelo caráter e pelo senso de justiça que elas possuem! 
Apesar do homem ter descumprido os propósitos originais da criação e de ter se tornado pecador, Deus, no entanto, um certo dia olhou do céu e sentiu um forte amor pela humanidade, e, no uso de seu divino atributo da Onisciência, nos amou antes mesmo de nascermos, e, como Deus não criou robôs, mas sim seres humanos dotados de livre arbítrio, Ele bolou um plano para salvar a humanidade em que a participação do ser humano seria imprescindível. Neste plano, Deus deu seu único Filho para nos salvar, pois nós, pecadores, merecíamos morrer (João 3.16), mas Jesus, sem pecado algum, veio e morreu em nosso lugar! A participação do ser humano neste plano de salvação bolado por Deus é muito simples: Basta o ser humano acreditar nisto, confessar Jesus como salvador e seguir os ensinamentos dEle! Muitos rejeitam esta proposta simples, mas com consequências eternas. Eu não rejeito este plano, por isto mais uma vez digo: Obrigado Senhor, pelo teu Amor!

Não obstante, uma coisa deve ser dita: Sim, Deus ama a todos incondicionalmente, todavia, Ele também "mede" o ser humano! Isto mesmo, Deus "mede" as pessoas, só que Ele não mede as pessoas segundo os critérios supra mencionados, critérios estes utilizados pelos seres humanos, Deus mede as pessoas pelas intenções de suas mentes (muitas vezes chamado na Bíblia de coração), o que só Ele pode fazer com exatidão!

"porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração. " 1 Samuel 16:7, b" 

A passagem bíblica acima é referente ao personagem bíblico Davi, na ocasião em que ele foi ungido a Rei (Deus repreendeu o Profeta Samuel, que pensou que o Rei deveria ser um irmão de Davi, com melhor aparência e estatura do que Davi). 

Afinal, o que Deus viu no coração (no sentido de mente) de Davi? 

Em Davi Deus viu humildade, sinceridade, arrependimento pelas coisas erradas, senso de justiça, amor, amizade, perseverança, bondade, coragem, adoração ao Altíssimo e muita fé no Criador!

O Rei Davi, assim como nós em 2012, teve seus acertos e desacertos, seus momentos de tristezas e de alegrias, mas mesmo assim ele continuou sendo um homem segundo o coração de Deus e amado por Ele, pois mostrava arrependimento diante de seus erros, e, assim como foi com Davi, em nossas vidas não é diferente, pois o que mais pesa diante de Deus não são os nossos atos isolados, mas o nosso histórico como um todo (Noé se embriagou, mas não ele não foi um beberrão, Davi adulterou, mas ele não foi um adúltero) e Ele continua nos amando!

Nestas épocas em que os anos gregorianos mudam os seus numerais, quase todos fazemos uma retrospectiva do ano que se passou, e, com relação a isto, o que eu posso dizer é que, apesar de todos os nossos acertos e desacertos, de todas as nossas decepções e tristezas, nós (tanto este que escreve quanto estes que estão lendo esta mensagem) estamos saindo vivos desta grande experiência de vida que foi o ano de 2012, e isto, por si só, já é motivo de sobra para celebrarmos o fechamento de 2012 !

A época também é de sonhos e de se traçar objetivos, e, neste sentido, o que realmente almejo para cada um de nós numa perspectiva interior, já que o interior influencia o exterior, é que em 2013 possamos ser mais humildes, arrependidos (arrependimento verdadeiro é uma das chaves para as mudanças), justos, bondosos, corajosos para enfrentarmos os Golias de nossas vidas, amigos leais, perseverantes, adoradores do Criador e transbordantes em fé e amor! 

Sucesso e muita saúde a todos em 2013! 

Que Deus venha derramar bençãos imensuráveis sobre nós em 2013!

Abraços!!!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO APLICADO AO CRESCIMENTO DE MEMBROS EM IGREJAS LOCAIS

Graça e Paz!

O texto abaixo, que dentro da Teologia pode ser classificado como relativo à área de Administração Eclesiástica, pode ser útil a pastores, missionários, evangelistas, dirigentes de Igrejas Locais e Líderes de Ministérios. Trata-se de um artigo de autoria de Mileide Weber Francelino, Bacharel em Administração pela UNIVALI e Pós-Graduada com título de Especialista em Administração Estratégica pela UNIASSELVI. A autora, que é esposa deste blogueiro e também é bancária, cantora cristã e obreira, autorizou a publicação do Artigo. Ipsis litteris:






1. INTRODUÇÃO
         
Hoje, é indubitável que toda organização que pretende sobreviver, crescer, se consolidar e se destacar, deve elaborar um plano estratégico correto que servirá de guia no incerto panorama econômico mundial e mercado competitivo.
É por esta razão que o planejamento estratégico, de acordo com Mintzberg (2006), tornou-se uma ferramenta fundamental da administração para impulsionar seu desenvolvimento e buscar uma direção bem definida. O que o planejamento estratégico nos oferece é a possibilidade de criar um plano estratégico de fatores internos e externos para, depois, criar estratégias para alcançar seus objetivos e metas pré-estabelecidas.
Atualmente as instituições eclesiásticas deixaram de ser vistas apenas como um conglomerado de pessoas, que se reuniam para louvores, cultos, orações e devoções, e que estavam preocupadas exclusivamente com os afazeres cotidianos, com tudo ligado às questões espirituais. Se havia crescimento com novos membros aderindo ao movimento espiritual, este ato era atribuído a Deus; mas, se, ao contrário, havia uma queda no número de novos adeptos, também isso era atribuído a Deus ou ao pastor e a equipe de obreiros ligados àquela igreja local. Ou seja, o ato de administrar, de planejar e de gerenciar uma organização religiosa estava ligado, de uma forma ou de outra, às questões espirituais.
Faltava, porém, conhecimento teórico e prático por partes daqueles que gerenciavam as igrejas, além das técnicas de modelos de administração e de planejamento que poderiam alavancar melhores resultados para essas organizações. Ou seja, mesmo em se tratando de uma organização religiosa, com objetivos diferenciados, por se tratar de fé, de espiritualidade, de crença, mesmo assim, ainda é uma organização como qualquer outra, com deveres, direitos e obrigações.
No planejamento estratégico, importante área da Administração, o Controle deve detectar qualquer anomalia e irregularidade no caminho e corrigir de imediato o rumo e alterar o que não está de acordo com a estratégia traçada. Dessa forma, a grande questão a ser abordada neste estudo diz respeito ao planejamento estratégico aplicado ao crescimento da igreja que tem como base existencial a fé.
Segundo Patel (2007, p. 61), o que deve ser valorizado na elaboração de qualquer planejamento são os valores envolvidos. O planejamento estratégico começa na definição de uma filosofia de trabalho, que está ligada aos valores humanos. Entretanto, também se pode fazer uso dos valores cristãos, como o viver conforme o exemplo de Cristo. E o planejamento estratégico pode ser uma ferramenta para ajudar a alcançar esse alvo.
Assim sendo, a indagação que surge é: Como aplicar o conceito do mundo dos negócios em uma organização que tem seus objetivos totalmente "diferenciados"? Sobre isso, o engenheiro João Batista Nunes Nogueira, que atua como consultor do SEBRAE-MG na área de Gestão Estratégica, não vê nenhum tipo de incompatibilidade ao usar os conceitos de planejamento estratégico do mundo dos negócios para o ambiente eclesiástico.
É válido admitir que o planejamento estratégico constitui uma ferramenta essencial para que a organização possa enfrentar novos desafios impostos pelo mundo globalizado, mesmo nas organizações religiosas. Contudo, como os princípios e modelos de planejamento e gestão estratégica podem auxiliar uma organização religiosa em suas tomadas de decisão? E como essas técnicas poderão se aplicadas no seu dia-a-dia? Portanto, a questão central é demonstrar a relevância do Planejamento Estratégico aplicado a uma igreja local, proporcionando a oportunidade de a organização ampliar seus horizontes, como o crescimento em quantidades de membros, que é um dos entraves que muitas denominações cristãs vêm enfrentando.

2. REFERÊNCIAS DE ADMINISTRAÇÃO E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NA BÍBLIA

A imagem que se tem de Planejamento estratégico é de algo meramente técnico aplicável a empresas e contrário ao Reino de Deus. De fato, existem diferenças entre ambos. Josué Campana afirma que ambos falam a respeito de “visão” e “missão”, entretanto, uma grande diferença é que o Reino de Deus tem a “visão” e “missão” de Deus, que se relacionam com os propósitos de Deus para a sua igreja.
Como exemplos de “visão” e “missão” bíblicos, poderíamos citar respectivamente duas frases que estão em consonância com a Bíblia, “Glorificar a Deus em adoração, ser uma igreja família, fazer discípulos e no poder do Espírito Santo dar continuidade à missão de Jesus” e “Conquistar vidas no poder do Espírito, formar e equipar discípulos altamente comprometidos, desenvolver e cultivar relacionamentos sadios e significativos e ser uma igreja missionária”.
O Dr. Paul Yonggi Cho (1987, p. 132), grande líder cristão sul coreano (agora chamado no ocidente de David Yonggi Cho, pastor de uma das maiores Igrejas Locais do mundo) afirma que  “Deus nunca fez nada sem um plano definido. Quando deu instruções a Moisés com vistas ao Tabernáculo, deu-lhe planos claros. O Templo foi construído segundo o plano claro dado por Deus. A Igreja crescia de acordo com o plano de Deus. Sim, desde a criação do universo até a salvação da alma do leitor, Deus seguiu um plano claro. Assim sendo, por que iríamos nós edificar a igreja local sem um plano definido?”
A Bíblia Sagrada diz que Abraão foi chamado por Deus para formar um povo, cujo plano foi “ser abençoado e ser uma benção” ao seu povo. Este plano durou durante quatro gerações e durante quatrocentos anos em que o povo viveu debaixo da escravidão.
José foi um grande líder, com um propósito de Deus no Egito, bem como durante quatorze anos em que foi usado grandemente por Deus como um grande estrategista.
Moisés, grande líder chamado e usado por Deus. Ele passou quarenta anos na casa de Jetro e quarenta anos no deserto com o povo de Israel. O episódio do conselho de Jetro é muito lembrado como exemplo de planejamento e organização do trabalho no Reino de Deus.
Josué foi um grande estrategista, que liderou o povo no cumprimento do propósito e da promessa de Deus para a ocupação das terras da promessa. Já  Neemias é um personagem que marca a época da reconstrução do muro e da volta do povo a sua pátria. Ele mesmo foi um planejador e desenvolveu um plano com etapas para alcançar as metas propostas.
Salomão governava todos os reinos desde o Eufrates até a terra dos filisteus, imagine o tamanho deste reino. Em I Reis 4:20 diz que eram tão numerosos como a areia da praia. Nos versos 22 a 28 podemos ver o planejamento elaborado por Salomão e sua equipe visando o suprimento do palácio e de todo o reino. No seu reino existia uma programação de suprimento diária e mensalmente cada um dos governadores distritais fornecia provisões ao rei. Como sabemos, o reinado de Salomão foi cheio de sabedoria e inteligência. Precisamos destas virtudes para administrar as igrejas locais, da mesma forma que este rei cuidava do seu governo.
Jesus Cristo realizou a sua missão em apenas três anos, trazendo valores e princípios que jamais podem ser mudados. Na Igreja Primitiva, mais especificamente em Atos dos Apóstolos, percebe-se uma visão muito clara do propósito de Deus e as metas para alcançar, primeiro Jerusalém, depois na Judéia, na Samaria e até os confins da terra (At 1.8). O apóstolo Paulo teve um ministério com uma visão estratégica de alcançar os confins da terra.
Consoante Aguinaldo L. Guimarães, em toda a Palavra de Deus percebe-se a ordem e a organização, de fato, tanto no Antigo Testamento como no Novo, percebe-se uma estrutura organizacional e administrativa regendo e conduzindo Seu povo e Sua Igreja.
Durante o período patriarcal, os hebreus viviam como seminômades, e a administração, o governo, era encabeçado pelo pai de cada família, ou pelos chefes das tribos, quanto às questões que extrapolavam os assuntos domésticos. O pai de cada família também era um sacerdote, e os chefes das tribos eram líderes religiosos e não meramente políticos.
          Toda a liderança eclesiástica era desenvolvida pelo pai da família ou pelos chefes das tribos, o culto, o sistema do mesmo, as orientações, etc., tudo sob a coordenação e orientação dos mesmos.
          Neste período patriarcal surge uma figura, de certa forma misteriosa, Melquisedeque, que exercia poder de governo político e religioso. O governo ou administração religiosa, eclesiástica de Melquisedeque era superior ao do pai da família, ou patriarca, pois Abraão devolveu ao mesmo o dízimo.
          No Egito o povo de Israel se tornou escravo e foi se envolvendo com a adoração desta nação. Após os quarenta anos no deserto de Midiã, Moisés retorna ao Egito para libertar os israelitas do cativeiro. Neste afã e sob a autoridade Divina começa a exercer liderança eclesiástica sobre a nação.
          Após saírem do Egito, na caminhada pelo deserto, o povo de Israel recebe orientações sobre o Santuário, saúde, legislação, adoração, etc., e assim começam a organizar seu governo, bem como uma forma de administração eclesiástica.
          Através do sacerdócio Aarônico, posteriormente levítico e em torno do Santuário terrestre foi desenvolvida a administração eclesiástica do Antigo Testamento.
          Deus governava ou administrava a nação. A forma administrativa era a teocrática como fica claro em Êxodo 19:4-9 e Deuteronômio 33:4 e 5.Isto revela a relação ímpar entre Deus e Israel, como Seu povo peculiar. Essa relação é constituída pela aliança que vinculou o povo de Israel a Deus, ou os Seus Mandamentos (Êxodo 19 e 20), e que constituiu aquele povo em “reino de sacerdotes e nação santa...” (Êxodo 19:6).
          Deus se expressou e realizou Sua aliança de forma compreensiva à nação israelita, utilizando-se de formas de aliança conhecidas na época, como as alianças Hititas.
          Tais alianças eram compostas de um preâmbulo, um prólogo, estipulações, bênçãos e maldições e testemunhas. Isto é visto na Aliança Divina em Êxodo 20-24.
          Êxodo 20:2a.          -         Preâmbulo (Identifica o Rei)
          Êxodo 20:2b           -         Prólogo (Relacionamento Passado)
          Êxodo 20; 21-23ª    -         Estipulações (Mandamentos)
          Êxodo 23b              -         Bênçãos e Maldições
          Êxodo 24                -         Testemunhas
          Deus conduzia Seu povo em todos os aspectos. Os organizou e orientou. Definiu funções, posições e limitações.
          No livro de Números, capítulo 9, do verso 15 a 23, vêem-se que Deus conduzia Seu povo até mesmo no tocante ao momento de viajar e acampar. Através da nuvem e da coluna de fogo Deus lhes mostrava, também, o momento de realizarem o sacrifício contínuo, pela manhã e ao pôr-do-sol ou crepúsculo da tarde (ver Êxodo 29:39-42; Números 28:3 e 4).
A história bíblica revela que no desejo de ser como as nações vizinhas e pagãs o povo clamou por um rei, a monarquia, e esta passou a ser a forma de governo e, tão logo o rei Saul foi nomeado por Samuel, a administração eclesiástica também começou a receber influências da pessoa do rei e está foi percebida ao longo dos anos. No entanto, a administração eclesiástica era de responsabilidade dos sacerdotes e no decorrer da história Deus suscitava Seus profetas que exerciam influência sobre o rumo desta administração, ora de maneira mais intensa, ora sem exercer muitas mudanças.
          Deus separou a administração eclesiástica da política. A linhagem de Aarão (sacerdotes) ficou com a administração eclesiástica, enquanto que a linhagem de Davi (reis) ficou com o governo político. O Santuário, posteriormente o Templo de Salomão e após o cativeiro babilônico o Templo de Zorobabel, sempre foram o centro da administração eclesiástica, sob a orientação e liderança dos sacerdotes e reis, com sua influência ora positiva, ora negativa.
          A administração eclesiástica no Novo Testamento ainda girava em torno do Templo de Herodes e a liderança dos sacerdotes, até a destruição do mesmo. No entanto, este foi perdendo sua influência à medida que compreendiam mais e mais que o Templo se cumpriu em Cristo, perdendo seu sentido, já que o tipo encontrara o seu antítipo.
          Com o surgimento da igreja cristã, sob a liderança dos apóstolos, após a ascensão de Cristo, todo o sistema administrativo eclesiástico começa a mudar, pouco a pouco. Os próprios apóstolos não tinham noção de como administrar a igreja, mas, sob a guia do Espírito Santo e em oração começaram a dar forma à igreja e a sistemas/princípios de como a mesma deveria ser administrada. No entanto, o Novo Testamento não nos oferece linhas mestras absolutas no tocante à administração eclesiástica, mas apenas sugestões.
          Em Atos 6 vê-se a importância da pregação e dedicação exclusiva dos apóstolos ao ministério da pregação. O mesmo texto também revela o surgimento dos diáconos como lideres servos da igreja, com a missão de atender aos necessitados. A liderança dos apóstolos como testemunhas oculares da vida, da morte, da ressurreição e da ascensão de Cristo é nítida em todas as páginas do Novo Testamento.
          Os apóstolos exerciam sua liderança eclesiástica de forma ampla, não estavam limitados a uma única congregação. O trecho de Tito 1:5 diz especificamente que Tito constituísse presbíteros “em cada cidade”, segundo Paulo lhe havia ordenado. Nesse caso, teríamos Tito, o bispo de Creta, não operando em uma única igreja local, mas percorrendo toda aquela ilha, supervisionando e nomeando anciãos em várias cidades da mesma. No mesmo texto percebe-se que alguns apóstolos possuíam ou desempenhavam liderança sobre outros apóstolos. O mesmo é visto em outras cartas de Paulo ao dar orientações sobre como agir e o que fazer a outros colaboradores, apóstolos, como o referido caso de Tito. Atos 15:6, 22, e Atos 6 como já mencionado, revela uma certa hierarquia de funções eclesiásticas: Apóstolos, presbíteros, diáconos e toda a igreja.
          Tiago parece exercer a liderança maior (Atos 12:17; 15:13ss; 21:18), no entanto, no próprio episódio de Atos 15 percebe-se um modelo de governo, administração representativo. Após o discurso de Pedro e as considerações de Tiago (A maneira como Tiago se expressa e o momento em que se expressa, parece demonstrar que ele era o presidente concílio), o verso 22 diz: “Então pareceu bem aos apóstolos e aos presbíteros, com toda a igreja,...”.
          Os concílios realizados pela igreja no Novo Testamento (Atos 11 e 15) revelam uma autoridade central que ultrapassava a autoridade das igrejas locais, mas como já mencionado com representação da igreja – “com toda a igreja”.
A parte final do verso 22 de Atos 15 demonstra que a igreja reunida em concílio nomeava homens com missões específicas para irem a locais específicos.
Conforme afirma Bob Briner (1997) “ Jesus tinha um plano e obedeceu a ele fielmente. Essa foi a maior razão de seu sucesso. Ele sabia para onde ia e permanecia naquela direção.”
Enfim, existem inúmeros exemplos bíblicos de administração e planejamento estratégico, podemos citar inúmeras vantagens e benefícios da utilização do planejamento como ferramenta estratégica para as igrejas, por exemplo: utilização eficiente dos recursos humanos, financeiros, matérias, etc.; mensuração de resultados; cumprimento da missão organizacional; manutenção do foco pré-estabelecido; respaldo técnico para tomada de decisões, dentre outros.
          De acordo com estudos e pesquisas, pode-se dizer que é muito proveitosa, eficaz e eficiente a aplicação do planejamento estratégico para o aumento da quantidade de membros de uma determinada igreja local ou para várias igrejas. Ficou evidenciado nestes estudos que com a instauração de programas de grupos familiares; métodos de evangelismo e integração com os diversos setores da sociedade; aperfeiçoamento das condições de recepção e manutenção de novos membros na igreja; criação de mecanismos de integração entre os membros da igreja, entre os ministérios e entre a igreja sede e suas filiais; incentivo e contribuição com o nascimento e florescimento de novas lideranças, ocorrendo um aumento significativo no número de novos adeptos, inclusive com a maioria destes se tornando membros fixos da igreja local.
As estratégias desenvolvidas nestes projetos de aumento no número de novos membros foram principalmente a implantação de grupos familiares, eventos realizados na própria igreja local com foco nos visitantes, eventos externos para promover a integração, a divulgação e a adesão de novos adeptos, como parte da estratégia utilizaram um cronograma periódico de evangelismo em hospitais, presídios, semáforos, calçadões, praças, shopping, etc.
          A implantação do planejamento estratégico nas igrejas precisa seguir uma metodologia própria para cada etapa como descrevemos a seguir:

Etapa
O que fazer
Criação da estrutura organizacional
Elaborar um organograma, dividindo-se em nível estratégico, tático e operacional.
Estabelecimento da missão, visão e valores
Definir a razão de existir da igreja, sua visão, ou seja, onde quer chegar, bem como os valores que permeiam suas atividades.
Análise do Ambiente externo
Como estão as igrejas no mundo, como estão crescendo, se organizando, se estruturando, se mantendo, etc.
Análise do Ambiente interno
Estudar a sociedade, conhecer os números das igrejas, não somente das evangélicas. Como estão atuando outros ministérios.  Conhecer o público alvo da igreja, etc.
Estabelecimento de objetivos e metas
Tendo como base nas análises realizadas, teremos vários pontos fortes e pontos fracos, e os objetivos e metas serão programados para o suprimento das necessidades no caso de pontos fracos e para melhorar ainda mais naquilo que é um ponto forte.
Fatores críticos de sucesso
Nesta etapa verificamos quais fatores podem contribuir para a concretização ou não deste planejamento estratégico.
Criação dos planos de ação
Para cada meta deve ser elaborado um plano de ação e definido quem será o responsável pela realização dela.
Comunicação
O plano deve ser comunicado a todos os níveis relacionados na estrutura organizacional para que a equipe “faça as coisas acontecerem”.
Acompanhamento
Todo plano precisa de reuniões periódicas para mensurar quais passos já foram dados e quais caminhos serão traçados no novo período. Serve também para verificar se algum objetivo precisa ser revisto ou modificado.










3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Consoante Moreira; Coelho e Pinheiro (1997), que citam o consagrado Alvin Tofler, em "A Empresa Flexível",  é preciso estar cego para ignorar que algo extraordinário esteja acontecendo à sua volta.
Realmente, ao se analisar o ambiente, pode-se constatar a rápida expansão das tecnologias, a evolução das telecomunicações, o lançamento de novos produtos e serviços. As mudanças vêm ocorrendo num ritmo tão vertiginoso que se torna difícil assimilá-las por completo, configurando novos e inusitados cenários tanto para as pessoas quanto para as organizações.
O futuro será marcado por quem conseguir visualizar essa tendência, ou seja, centralizar esforços na leitura de como o mercado está vivendo no momento, isso significa dar menos ênfase à estrutura funcional da organização, e ter um olhar concentrado no mercado e no futuro. Neste sentido, as organizações religiosas, tem tido um entrave para isso, visto que muitas delas foram projetadas em função de uma visão voltada para a sua própria realidade interna, sendo assim, é necessário aprender a pensar em novas formas de estruturar essas organizações.
A Bíblia de fato não fala o termo planejamento estratégico, mas percebe-se que ela é um plano muito bem planejado, que se realiza a cada momento que passa. Ela oferece elementos que refletem que ela mesma é um “planejamento estratégico”, que não se baseia na técnica, em resultados e lucros, mas na visão, missão e valores do Reino de Deus.
Os líderes religiosos precisam ser não somente mestres e líderes, ou seja, precisam ser também administradores (não falo de formação acadêmica, mas de boa formação teórica e prática); precisam aprender a compreender mais a organização, a assumir mais responsabilidades e a trabalhar em equipe. Sendo assim, é imprescindível que se conheça como se comportam as novas organizações religiosas; suas estratégias de crescimento, de retenção de membros, sua visão de futuro e suas prioridades. De modo geral, o futuro pertence às organizações que conseguirem explorar o potencial de centralização das prioridades, das ações, e dos recursos. Acabou-se o tempo em que cada organização olhava para si mesma, sem se preocupar com o todo.

4. REFERÊNCIAS

CHIAVENATO, Idalberto; SAPIRO, Arão. Planejamento Estratégico: Fundamentos e Aplicações. Rio de Janeiro: Campus, 2004.

CAMPANHA, Josué. Planejamento Estratégico. São Paulo: Editora Vida, 1999.

COSTA, Eliezer. Amantes da Gestão Estratégica. São Paulo: Saraiva, 2003.

CHO, Paul Yonggi. Muito mais que números. São Paulo: Editora Vida, 1987.

COSTA, José Wellington Bezerra. Como ter um ministério bem sucedido. Rio de Janeiro: CPAD, 1999. 255p.

DOUGLAS, Stephen B. et alO ministério de administração. São Paulo: Candeia, 1999. 204p.

DRUCKER, Peter. Inovação e espírito empreendedor: prática e princípios. São Paulo: Pioneira. 1998.

GUIMARAES, Aguinaldo Leônidas. Administração Eclesiástica. 2007.

KESSLER, Nemuel. Administração Eclesiástica. Rio de Janeiro: CPAD, 1989.

MINTZBERG, Henry. O Processo da Estratégia: Conceitos, Contextos e Casos selecionados. 4 ed. Porto Alegre: BookMan, 2006.

MOREIRA, Claudia Maria M.; COELHO, Cláudio Ulysses F. e PINHEIRO, Anamaria S. Habilidades Gerenciais. Rio de Janeiro: Ed. SENAC Nacional, 1997.

BRINER, Bob. Os métodos de Administração de Jesus. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1997.

OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Estratégia Empresarial e vantagem competitiva. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2007.

PATEL, Ketan J. Mestre da estratégia, poder, propósito e princípio. São Paulo: Best Seller, 2007.

RUSH, Myron. Administração - Uma Abordagem Bíblica. São Paulo: Editora Betânia, 2005.




domingo, 21 de outubro de 2012

A Palavra de Deus é o filtro que usamos para comer e beber somente o que é bom!

Graça e Paz!

Muitos de nós temos filtros de água em casa. O filtro separa a sujeira e nos dá a chance de tomarmos água sem sujeira e sem odor ! A Palavra de Deus não é muito diferente, pois por meio dela podemos filtrar e separar tudo o que não presta, para que possamos guardar para nós, nos alimentarmos e bebermos somente o que é bom!

Você "filtra" as pregações, os hinos, os conselhos, as profecias, os ensinamentos e até mesmo as coisas que você ouve, lê, vê ou pensa no seu dia a dia? 

Em Mateus capítulo 16 lemos um episódio bíblico interessante! No versículo 16 Deus usa a boca de Pedro, que é elogiado por Jesus no versículo 17. Alguns minutinhos depois Pedro não vigia e empresta sua boca para satanás (versículo 22), sendo repreendido por Jesus duramente (versículo 23)! Pedro era um cristão, um discípulo, mas ele as vezes cometia erros, assim como nós e muitas pessoas (cristãs ou não) a nossa volta! Até as coisas que os homens e mulheres de Deus falam devem ser filtrados ("Examinai tudo. Retende o bem." 1 Tessalonicenses 5:21) ! A Bíblia nos ensina que até mesmo as profecias devem ser julgadas, analisadas (1Co 14.26).

A Palavra de Deus é o filtro! Por meio dela podemos discernir tudo que ouvimos, lemos, ouvimos ou pensamos, para que possamos "consumir" somente o que é bom!

"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para DISCERNIR os pensamentos e intenções do coração." Hebreus 4.12

Tudo (conselhos, profecias, ensinamentos, conversas, filmes, músicas, pensamentos, etc) que se choca (entra em conflito, ou seja, está ao contrário) com qualquer princípio ou ensinamento da Palavra de Deus, obviamente não provém de Deus, provém do homem ou até mesmo do diabo! Cito 2 Exemplos: 1) Se uma pessoa te aconselha a não ir aos cultos e reuniões da Igreja Local, este conselho não provém de Deus, pois a Bíblia fala em Hebreus 10.25 que não devemos abandonar a nossa congregação; 2) Se um filme te "ensina" a ser uma pessoa vingativa, este filme não pode ser inspirado por Deus, pois a Bíblia diz que a vingança pertence a Deus (Romanos 12.19).

A palavra de Deus nos diz como devem ser os nossos pensamentos: "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." Filipenses 4.8. O que você ouviu, leu ou viu proveio de um bom pensamento, de acordo com a Palavra de Deus? Seus pensamentos estão de acordo com a Bíblia?

Em Gálatas 5 o Espírito Santo de Deus inspira o Ap. Paulo a escrever sobre as obras da carne e o fruto do Espírito: "Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança." Gálatas 5:19-22. Qual a fonte do que você ouviu, leu, viu, falou ou pensou? É uma exteriorização ou materialização das obras da carne ou é proveniente do fruto do Espírito? 

Tudo que tenha a intenção (deliberada ou disfarçada) de roubar, matar ou destruir alguma coisa boa (a felicidade, os sonhos, a saúde, a paz, a vida, etc), provém do diabo (João 10.10). Tudo que tenha a intenção (deliberada ou disfarçada) de aprisionar o ser humano, de fazê-lo pecar e de enganá-lo, provém do diabo (João 8.44, 1 Tm 4.1-5, 1 João 3.9).

Estejamos atentos, amados! Devemos filtrar tudo que ouvimos, lemos, vemos ou pensamos, de acordo com a Palavra de Deus, pois por meio da Palavra de Deus somos lavados e purificados (Ef. 5.26).

Abraços!

O império do mal!

Graça e Paz!


Você acerta dez vezes e ninguém elogia o teu desempenho, você erra uma vez e as pessoas te sacrificam! 

Vivemos numa sociedade em que se minimalizam as coisas boas e se maximizam as coisas ruins! 

Estamos inseridos em uma cultura em que as notícias ruins dão IBOPE, ao contrário das boas. 

No Brasil, são raríssimos os meios de comunicações que abrem espaço para falarem das obras sociais e do papel educativo e transformador das Igrejas (de Deus, na verdade) durante alguns míseros segundos, mas quaisquer escândalos ou desvios de condutas envolvendo líderes religiosos ou igrejas são pulverizados em todos os meios de comunicações, e, neste caso, dispensam-se muitos minutos ao assunto.

Poucos são os que telefonam ou mandam e-mails para indicar ou falar bem de qualquer pessoa, mas para "acabar" com alguém fazem até reuniões, telefonam para todos que conhecem, enviam e-mails coletivos e, se pudessem, divulgariam em todos os meios de comunicações.

Realmente a palavra de Deus tem razão ao afirmar que: "todo o mundo está no maligno. 1 João 5:19, parte "b".

O mundo está cada vez mais mergulhado no pecado, na maldade e no caos, sendo que a tendência é ficar cada vez pior, afinal um abismo chama outro abismo (Salmo 42.7).

A iniquidade tem aumentado, o amor de muitos tem se esfriado cada dia mais (Mateus 24,12), a cada dia que passa as pessoas são mais amantes de si mesmas, avarentas, presunçosas, soberbas, blasfemas, desobedientes, ingratas, profanas, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadoras, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidoras, obstinadas, orgulhosas, mais amigas dos deleites do que amigas de Deus e falsas , conforme profecia de Paulo em 2 Timóteo 3:2-5! Jesus está voltando! 

Maranata!

O cristão e o divórcio!

Graça e Paz!

Hoje em dia é tão "normal" o divórcio! Nas novelas e filmes os casais se divorciam por qualquer banalidade! Não sorrir para o cônjuge ao acordar de manhã já é motivo suficiente para muitos casais se divorciarem! Os índices de divórcios têm chegado a números altíssimos no Brasil e no mundo! Dentro das Igrejas Locais os casais têm se divorciado até mesmo por simples alegações de incompatibilidades de gênios! Algumas pessoas que se dizem cristãs aconselham casais a se separarem por qualquer coisa! Mas, e Deus, o que Ele pensa acerca do divórcio?

O Velho Testamento deve ser interpretado à luz do Novo Testamento, todavia, deve ser destacado que o Velho Testamento revela o caráter de Deus e é uma sombra do Novo Testamento. Lá em Malaquias, no Velho Testamento, Deus fala o que Ele pensa a respeito do divórcio: "Eu odeio o divórcio", diz o Senhor, o Deus de Israel" Malaquias 2.16, parte "a". Isto é muito forte! Deus disse que ODEIA o divórcio!

Já na fase Neotestamentária (tempo da Graça), Jesus nos ensinou que há somente uma hipótese em que é cabível o divórcio. Para Jesus, o cristão só pode se divorciar na hipótese de o(a) cônjuge ter cometido  imoralidade sexual (adultério, pecados sexuais), sob pena do(a) divorciado(a) se casar novamente e cometer o pecado do adultério: "Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério". Mateus 19:9 (Mateus 5.31,32)

Jesus nos disse ainda que o que Deus uniu, ninguém deve separar: "Por esta razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’. Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe". Marcos 10:7-9. Como cristãos, devemos obedecer as autoridades (eclesiásticas e seculares), e, por isto, devemos nos casar legalmente, todavia, cabe ressaltar que o que sela o pacto do casamento não é um papel (certidão de casamento ou contrato), pois o que sela o casamento é a conjunção carnal (sexo), que é um verdadeiro pacto de sangue, quando o homem e a mulher se tornam uma só carne! Sexo não é brincadeira, é coisa séria!

Em 1 Coríntios no capítulo 7 o Apóstolo Paulo dá inúmeros conselhos sobre matrimônio (leia). Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, reconhece a importância do casamento e aconselha os casais cristãos a se reconciliarem sempre. Para Paulo, o divórcio deveria ser uma exceção, mesmo nos casos de imoralidade sexual do parceiro(a), pois a regra é o perdão, a reconciliação, o amor cristão: "Aos casados dou este mandamento, não eu, mas o Senhor: que a esposa não se separe do seu marido.Mas, se o fizer, que permaneça sem se casar ou, então, reconcilie-se com o seu marido. E o marido não se divorcie da sua mulher. Aos outros eu mesmo digo isto, e não o Senhor: se um irmão tem mulher descrente, e ela se dispõe a viver com ele, não se divorcie dela. E, se uma mulher tem marido descrente, e ele se dispõe a viver com ela, não se divorcie dele." 1 Coríntios 7:10-13

O aumento alarmante dos índices de divórcios é mais uma prova de que estamos chegando no final dos tempos! Em Mateus 24, ao falar dos sinais dos tempos, Jesus nos falou que no final dos tempos o amor de muitos se esfriaria, e  é exatamente isto que tem acontecido em muitos lares: "E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará." Mateus 24:12. Ao escrever a Timóteo, o Ap. Paulo aproveitou o ensejo e, inspirado por Deus, falou acerca do caráter e da personalidade das pessoas nos últimos dias: "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus," 2 Timóteo 3:1-4. Muitos destes adjetivos desagradáveis epigrafados pelo Ap. Paulo são percebidos atualmente nas pessoas que se dispõem a se divorciarem por qualquer banalidade!

Se o divórcio é normal para as pessoas não cristãs, não pode ser para nós! Não podemos nos conformar com o mundo e achar "normal" o divórcio! "E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." Romanos 12:2

O casamento é a fundamento da família e da sociedade, é uma das bases mais importantes para a boa educação dos filhos! 

Se Deus odeio o divórcio, é claro que o inimigo de Deus (satanás) ama o divórcio, afinal ele quer que as pessoas andem na direção oposta daquilo que Deus planejou para os seres humanos (o que pode ser traduzido por pecado, errar o alvo)! O único interessado no divórcio dos casais é satanás!

Por motivos óbvios, nestes últimos dias o diabo e seus anjos têm atuado contra os casamentos de forma intensa (inclusive no âmbito legislativo)! Que caiam as escamas dos olhos dos cristãos que não têm enxergado esta realidade do mundo espiritual!

Casais cristãos, lembrem-se do que a Palavra de Deus diz acerca do casamento cristão e estejam atentos às ciladas de satanás contra os casamentos.

Jovens cristãos, casamento é coisa séria! Peçam a direção de Deus e a confirmação dele acerca de quem deverá ser seu (ou sua) cônjuge! Deus não te deixará sem respostas, no tempo certo Ele falará a você de alguma forma (por meio de sonho, revelação ou testificação do Espírito Santo, por meio da Bíblia, etc).

Que Deus guarde e dirija os nossos passos!

sábado, 6 de outubro de 2012

Reflexões sobre liderança cristã, pastores e ovelhas


Graça e Paz!

Reflexões originalmente postadas no Facebook por este blogueiro (https://www.facebook.com/cristoadvogadofiel?ref=hl ):




*O Pregador tem que ser o primeiro a comer (com prazer) o alimento que ele está oferecendo ao povo. Se o pregador não se alimenta da comida (palavra) que ele está oferecendo ao povo, ele não deve esperar que o povo se alimente da comida oferecida por ele!

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*Dentro da ciência, a grande maioria dos problemas de desequilíbrio do corpo são originados na cabeça (doenças no labirinto - ouvido, doenças no cerebelo, stress, etc). Nas Igrejas Locais não é muito diferente, muitos desequilíbrios dos membros das Igrejas Locais são gerados na falta de saúde espiritual da liderança!

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*A Igreja Local é um espelho que reflete o seu principal líder (o Pastor Presidente, por exemplo)! Sabedor disto, o bom líder da Igreja Local se espelha em Jesus diariamente!

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*O bom líder não ensina e convence seus liderados simplesmente por meio de palavras, mas principalmente pelo exemplo! Jesus ensinava e convencia seus seguidores não só por meio de palavras, mas principalmente por meio do exemplo dEle!
 A liderança que não dá o exemplo naquilo que ensina ou exige de seus liderados não subsiste por muito tempo!
Trazendo para a área cristã, o líder cristão que deseja que seus liderados orem mais, tem que ser o primeiro a dar o exemplo de uma vida de oração; o líder cristão que pede aos seus liderados a assiduidade aos cultos e reuniões, tem que ser a assiduidade em pessoa; o líder cristão que pede pontualidade de seus liderados, tem que ser o mais pontual de todos; o líder cristão que quer santificação de seus liderados, tem que ser o primeiro a dar o exemplo de uma vida de santificação; o líder cristão que deseja que seus liderados sejam bons servos, tem que ser o primeiro a servir; o líder cristão que deseja ser valorizado e reconhecido por seus liderados, tem que ser o primeiro a valorizar e a reconhecer a importância pessoal de cada um de seus liderados; o líder cristão que deseja que seus liderados façam bom uso da língua, tem que ser o primeiro a dar o exemplo de uma língua convertida (que abençoa, que não faz fofoca, que não fala palavras torpes); etc.
 Jesus odiava (e continua odiando) a hipocrisia:
 "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia." Mateus 23:27
 Vejamos o bom exemplo de Jesus:
"Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito?Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o EXEMPLO, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes." (João 13:12-17)

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*Hipocrisia evidente e reiterada do líder gera quebra de confiança e rejeição!

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* Alguns líderes confundem autoridade com autoritarismo!
 Segundo o Dicionário Aurélio, AUTORIDADE é: "1. Direito legalmente estabelecido de se fazer obedecer. 2. A pessoa que tem esse direito. 3. Valor pessoal, importância. 4. Autorização."
 Conforme o Dicionário Aurélio, AUTORITARISMO é: ". Caráter, sistema autoritário. 2. Despotismo." Significado de despotismo segundo o Aurélio: "1. Governo despótico. 2. Vontade imperiosa.
 3. Mando absoluto e arbitrário. 4. Ato ou exigência própria de um déspota; tirania. 5. Grande porção."
 O líder autoritário faz tudo do jeito que quer, não ouve conselhos, é centralizador e quando toma decisões não se importa com a reação de sua equipe.
 O líder sábio é aquele que ouve conselhos, delega autoridades e competências, toma decisões equilibradas e se importa com o bem estar de sua equipe.
 A Bíblia, no Velho Testamento, nos dá diversos exemplos de Reis que de tão autoritários sequer ouviram os conselhos dos profetas, todavia, as consequências foram drásticas (Ex. Rei Saul).
 O Novo Testamento também tem exemplos de Líderes Religiosos autoritários (Ex. Diótrefes - 3 João 1.9,10).
 Um bom exemplo de liderança é o grande homem de Deus Moisés, que ouviu o CONSELHO do seu sogro JETRO e delegou autoridade e competências a vários homens (como juízes) a fim de não se sobrecarregar e para não enfadar o povo (Ver Êxodo 28.13-27).
 O sábio Salomão nos ensinou a importância dos conselhos:
 "Com conselhos prudentes tu farás a guerra; e há vitória na multidão dos conselheiros." Provérbios 24:6
 "Quando não há conselhos os planos se dispersam, mas havendo muitos conselheiros eles se firmam." Provérbios 15:22
 "Não havendo sábios conselhos, o povo cai, mas na multidão de conselhos há segurança." Provérbios 11:14
 Se você tem um chamado para liderar, aprenda com a Bíblia e com JESUS, o maior líder que já existiu! Jesus passava horas ouvindo conselhos de seu Pai todos os dias (pois Ele orava muito), amava sua equipe, ensinou, treinou, confiava (inclusive confiou a Judas a tesouraria do grupo - João 13.29), delegou autoridades e competências a sua equipe e a equipe dele cumpriu a tarefa direitinho (a equipe treinada por Jesus fez novos discípulos, espalhou o Evangelho e fez muitos milagres) !!!

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 *O pastor, nos tempos bíblicos, usava dois instrumentos, a vara e o cajado (salmos 23.4 b).
 A vara é um pedaço de pau curto e era utilizada principalmente como uma arma de DEFESA das ovelhas (para afastar os lobos e outras feras) e também era utilizada como um instrumento de DISCIPLINA das ovelhas, simbolizando a força, o poder e autoridade de Deus.
 O cajado é uma vara longa, tendo um gancho numa das extremidades. A utilidade do cajado não era bater nas ovelhas, mas sim trazer a ovelha para perto do pastor, para guiá-la no caminho certo, ou para removê-la de uma situação de perigo.
 Tem pastores que só usam a vara, enquanto há outros que só usam o cajado. O bom pastor é aquele que faz bom uso das duas ferramentas que Deus deu a ele, a vara e o cajado!

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*Ovelha saudável reproduz, multiplica. Ovelha saudável gera ovelhas e dá o leite materno às ovelhas filhas (discipulado, ensinamentos básicos) , todavia, quem cuida das ovelhas não são as ovelhas, é o pastor!
O pastor é quem leva as ovelhas até as pastagens, o pastor é quem mostra o caminho do abrigo para proteger as ovelhas do frio, dos perigos da noite e das tempestades, o pastor é quem trata as feridas das ovelhas quando elas estão machucadas e é o pastor quem protege as ovelhas das feras selvagens e dos ladrões!
Quer saber como está o pastor? Olhe para as ovelhas!
Pastor saudável = ovelhas saudáveis, protegidas e com boa aparência!
Pastor doente = ovelhas desprotegidas, enfermas e com má aparência!
Intercedam pelos pastores, pois há muitos pastores gravemente doentes nesta nação, o que reflete nas ovelhas!

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*O Ministro Cristão que  se mantém firme e constante na esperança da volta de Jesus e a tem por iminente jamais larga a mão do arado na obra do Senhor!
Pregue como se fosse a última vez, ore como se fosse a última vez, fale do amor de Deus as pessoas como se fosse a última vez, adore e louve a Deus como se fosse a última vez, vá ao culto como se fosse a última vez!
A volta de Jesus está muito próxima e pode acontecer enquanto você lê estas linhas! Não percam esta esperança amados! Façamos o que o Senhor nos pediu enquanto há tempo!
"Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai." Mateus 24.36

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*A divisão leva ao fracasso, a união leva a vitória!
O Reino de Deus na terra precisa de união!
Chega de divisões entre as Igrejas Locais!
Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá.
Mateus 12:25

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*Para o bom desempenho do barco, todos devem estar remando juntos, no mesmo sentido, e isto vale para qualquer Ministério!
"Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer." 1 Coríntios 1.10

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*Devemos viver aquilo que pregamos e pregar de acordo com o que vivemos! Quando a nossa vida não condiz com o que pregamos, não há convicção em nossas palavras!

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* Hipocrisia evidente e reiterada do líder o leva a rejeição e ao descrédito!

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*Se você é pregador, não queira somente pregar para multidões, reconheça a importância dos pequenos grupos e das pregações individuais, afinal de contas a mensagem principal de Jesus (texto áureo da Bíblia - João 3.16) foi pregada reservadamente a um único homem, Nicodemos!

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*Deus não está interessado em homens e mulheres reconhecidos no meio da cristandade como grandes pregadores, pastores ou cantores, Deus está interessado em homens e mulheres conhecidos por Ele!

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Caso você queira ler a postagem intitulada: Planejamento Estratégico aplicado ao crescimento de membros em Igrejas Locais, clique AQUI!

Abraços!

Em Cristo,
Isaque Francelino!

Eleições (reflexões)


Graça e Paz!



*Eleições são como roupas, uns gostam de roupas vermelhas, outros gostam de amarelas, outros de azuis, para uns a roupa tamanho "P" é melhor, para outros a tamanho "M", "G" ou "GG" é melhor. As pessoas não brigam por causa de roupa, mas brigam e fazem inimigos por causa de política, isto é insensatez! Alguns priorizam tanto a política em épocas eleitorais que se esquecem dos amigos, da família, da Igreja e de Deus, mas, conforme eu já disse, as eleições passam, mas Deus, a Igreja, a família e os amigos verdadeiros permanecem, ou seja, priorize aquilo que realmente é mais importante e duradouro!
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*"Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme." Provérbios 29:2

É importante, como cristãos, termos representantes cristãos na política, todavia, não devemos votar em certos candidatos simplesmente e somente pelo fato de eles serem cristãos.

Há bons candidatos cristãos e há pessoas que Deus escolhe (ou chama) para a política, todavia, vale lembrar que há candidatos "cristãos" que não são nada populares, não são sociáveis, não estão preparados para o cargo que estão disputando, não possuem história política, não possuem um bom histórico de ajuda ao próximo e não foram chamados por Deus para a política!

Temos que pedir a direção de Deus e votar conscientemente, visando a defesa dos bons costumes, da nossa fé e também da coletividade (saúde, educação, segurança, infra-estrutura, desenvolvimento, etc)!

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*Escolhi meu 'candidato' há muitos anos atrás e Ele não me decepcionou. Ele nunca me abandonou, me deu paz, perdão, segurança, saúde, inteligência, provisão financeira, esposa, filhos, lar, muitas bençãos e principalmente salvação. Ele cumpriu todas as promessas que fez a mim e no tempo dEle cumprirá outras. Não escolhi Ele como prefeito, mas como Rei, sendo que outorguei a Ele um mandato eterno como Rei, Senhor e Salvador da minha vida! Deus, obrigado por tudo, pois na verdade não fui eu que te elegi, mas foi tu que me elegeste:

"Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; Como também nos ELEGEU nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,"
Efésios 1:3-5

Abraços!