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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO APLICADO AO CRESCIMENTO DE MEMBROS EM IGREJAS LOCAIS

Graça e Paz!

O texto abaixo, que dentro da Teologia pode ser classificado como relativo à área de Administração Eclesiástica, pode ser útil a pastores, missionários, evangelistas, dirigentes de Igrejas Locais e Líderes de Ministérios. Trata-se de um artigo de autoria de Mileide Weber Francelino, Bacharel em Administração pela UNIVALI e Pós-Graduada com título de Especialista em Administração Estratégica pela UNIASSELVI. A autora, que é esposa deste blogueiro e também é bancária, cantora cristã e obreira, autorizou a publicação do Artigo. Ipsis litteris:






1. INTRODUÇÃO
         
Hoje, é indubitável que toda organização que pretende sobreviver, crescer, se consolidar e se destacar, deve elaborar um plano estratégico correto que servirá de guia no incerto panorama econômico mundial e mercado competitivo.
É por esta razão que o planejamento estratégico, de acordo com Mintzberg (2006), tornou-se uma ferramenta fundamental da administração para impulsionar seu desenvolvimento e buscar uma direção bem definida. O que o planejamento estratégico nos oferece é a possibilidade de criar um plano estratégico de fatores internos e externos para, depois, criar estratégias para alcançar seus objetivos e metas pré-estabelecidas.
Atualmente as instituições eclesiásticas deixaram de ser vistas apenas como um conglomerado de pessoas, que se reuniam para louvores, cultos, orações e devoções, e que estavam preocupadas exclusivamente com os afazeres cotidianos, com tudo ligado às questões espirituais. Se havia crescimento com novos membros aderindo ao movimento espiritual, este ato era atribuído a Deus; mas, se, ao contrário, havia uma queda no número de novos adeptos, também isso era atribuído a Deus ou ao pastor e a equipe de obreiros ligados àquela igreja local. Ou seja, o ato de administrar, de planejar e de gerenciar uma organização religiosa estava ligado, de uma forma ou de outra, às questões espirituais.
Faltava, porém, conhecimento teórico e prático por partes daqueles que gerenciavam as igrejas, além das técnicas de modelos de administração e de planejamento que poderiam alavancar melhores resultados para essas organizações. Ou seja, mesmo em se tratando de uma organização religiosa, com objetivos diferenciados, por se tratar de fé, de espiritualidade, de crença, mesmo assim, ainda é uma organização como qualquer outra, com deveres, direitos e obrigações.
No planejamento estratégico, importante área da Administração, o Controle deve detectar qualquer anomalia e irregularidade no caminho e corrigir de imediato o rumo e alterar o que não está de acordo com a estratégia traçada. Dessa forma, a grande questão a ser abordada neste estudo diz respeito ao planejamento estratégico aplicado ao crescimento da igreja que tem como base existencial a fé.
Segundo Patel (2007, p. 61), o que deve ser valorizado na elaboração de qualquer planejamento são os valores envolvidos. O planejamento estratégico começa na definição de uma filosofia de trabalho, que está ligada aos valores humanos. Entretanto, também se pode fazer uso dos valores cristãos, como o viver conforme o exemplo de Cristo. E o planejamento estratégico pode ser uma ferramenta para ajudar a alcançar esse alvo.
Assim sendo, a indagação que surge é: Como aplicar o conceito do mundo dos negócios em uma organização que tem seus objetivos totalmente "diferenciados"? Sobre isso, o engenheiro João Batista Nunes Nogueira, que atua como consultor do SEBRAE-MG na área de Gestão Estratégica, não vê nenhum tipo de incompatibilidade ao usar os conceitos de planejamento estratégico do mundo dos negócios para o ambiente eclesiástico.
É válido admitir que o planejamento estratégico constitui uma ferramenta essencial para que a organização possa enfrentar novos desafios impostos pelo mundo globalizado, mesmo nas organizações religiosas. Contudo, como os princípios e modelos de planejamento e gestão estratégica podem auxiliar uma organização religiosa em suas tomadas de decisão? E como essas técnicas poderão se aplicadas no seu dia-a-dia? Portanto, a questão central é demonstrar a relevância do Planejamento Estratégico aplicado a uma igreja local, proporcionando a oportunidade de a organização ampliar seus horizontes, como o crescimento em quantidades de membros, que é um dos entraves que muitas denominações cristãs vêm enfrentando.

2. REFERÊNCIAS DE ADMINISTRAÇÃO E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NA BÍBLIA

A imagem que se tem de Planejamento estratégico é de algo meramente técnico aplicável a empresas e contrário ao Reino de Deus. De fato, existem diferenças entre ambos. Josué Campana afirma que ambos falam a respeito de “visão” e “missão”, entretanto, uma grande diferença é que o Reino de Deus tem a “visão” e “missão” de Deus, que se relacionam com os propósitos de Deus para a sua igreja.
Como exemplos de “visão” e “missão” bíblicos, poderíamos citar respectivamente duas frases que estão em consonância com a Bíblia, “Glorificar a Deus em adoração, ser uma igreja família, fazer discípulos e no poder do Espírito Santo dar continuidade à missão de Jesus” e “Conquistar vidas no poder do Espírito, formar e equipar discípulos altamente comprometidos, desenvolver e cultivar relacionamentos sadios e significativos e ser uma igreja missionária”.
O Dr. Paul Yonggi Cho (1987, p. 132), grande líder cristão sul coreano (agora chamado no ocidente de David Yonggi Cho, pastor de uma das maiores Igrejas Locais do mundo) afirma que  “Deus nunca fez nada sem um plano definido. Quando deu instruções a Moisés com vistas ao Tabernáculo, deu-lhe planos claros. O Templo foi construído segundo o plano claro dado por Deus. A Igreja crescia de acordo com o plano de Deus. Sim, desde a criação do universo até a salvação da alma do leitor, Deus seguiu um plano claro. Assim sendo, por que iríamos nós edificar a igreja local sem um plano definido?”
A Bíblia Sagrada diz que Abraão foi chamado por Deus para formar um povo, cujo plano foi “ser abençoado e ser uma benção” ao seu povo. Este plano durou durante quatro gerações e durante quatrocentos anos em que o povo viveu debaixo da escravidão.
José foi um grande líder, com um propósito de Deus no Egito, bem como durante quatorze anos em que foi usado grandemente por Deus como um grande estrategista.
Moisés, grande líder chamado e usado por Deus. Ele passou quarenta anos na casa de Jetro e quarenta anos no deserto com o povo de Israel. O episódio do conselho de Jetro é muito lembrado como exemplo de planejamento e organização do trabalho no Reino de Deus.
Josué foi um grande estrategista, que liderou o povo no cumprimento do propósito e da promessa de Deus para a ocupação das terras da promessa. Já  Neemias é um personagem que marca a época da reconstrução do muro e da volta do povo a sua pátria. Ele mesmo foi um planejador e desenvolveu um plano com etapas para alcançar as metas propostas.
Salomão governava todos os reinos desde o Eufrates até a terra dos filisteus, imagine o tamanho deste reino. Em I Reis 4:20 diz que eram tão numerosos como a areia da praia. Nos versos 22 a 28 podemos ver o planejamento elaborado por Salomão e sua equipe visando o suprimento do palácio e de todo o reino. No seu reino existia uma programação de suprimento diária e mensalmente cada um dos governadores distritais fornecia provisões ao rei. Como sabemos, o reinado de Salomão foi cheio de sabedoria e inteligência. Precisamos destas virtudes para administrar as igrejas locais, da mesma forma que este rei cuidava do seu governo.
Jesus Cristo realizou a sua missão em apenas três anos, trazendo valores e princípios que jamais podem ser mudados. Na Igreja Primitiva, mais especificamente em Atos dos Apóstolos, percebe-se uma visão muito clara do propósito de Deus e as metas para alcançar, primeiro Jerusalém, depois na Judéia, na Samaria e até os confins da terra (At 1.8). O apóstolo Paulo teve um ministério com uma visão estratégica de alcançar os confins da terra.
Consoante Aguinaldo L. Guimarães, em toda a Palavra de Deus percebe-se a ordem e a organização, de fato, tanto no Antigo Testamento como no Novo, percebe-se uma estrutura organizacional e administrativa regendo e conduzindo Seu povo e Sua Igreja.
Durante o período patriarcal, os hebreus viviam como seminômades, e a administração, o governo, era encabeçado pelo pai de cada família, ou pelos chefes das tribos, quanto às questões que extrapolavam os assuntos domésticos. O pai de cada família também era um sacerdote, e os chefes das tribos eram líderes religiosos e não meramente políticos.
          Toda a liderança eclesiástica era desenvolvida pelo pai da família ou pelos chefes das tribos, o culto, o sistema do mesmo, as orientações, etc., tudo sob a coordenação e orientação dos mesmos.
          Neste período patriarcal surge uma figura, de certa forma misteriosa, Melquisedeque, que exercia poder de governo político e religioso. O governo ou administração religiosa, eclesiástica de Melquisedeque era superior ao do pai da família, ou patriarca, pois Abraão devolveu ao mesmo o dízimo.
          No Egito o povo de Israel se tornou escravo e foi se envolvendo com a adoração desta nação. Após os quarenta anos no deserto de Midiã, Moisés retorna ao Egito para libertar os israelitas do cativeiro. Neste afã e sob a autoridade Divina começa a exercer liderança eclesiástica sobre a nação.
          Após saírem do Egito, na caminhada pelo deserto, o povo de Israel recebe orientações sobre o Santuário, saúde, legislação, adoração, etc., e assim começam a organizar seu governo, bem como uma forma de administração eclesiástica.
          Através do sacerdócio Aarônico, posteriormente levítico e em torno do Santuário terrestre foi desenvolvida a administração eclesiástica do Antigo Testamento.
          Deus governava ou administrava a nação. A forma administrativa era a teocrática como fica claro em Êxodo 19:4-9 e Deuteronômio 33:4 e 5.Isto revela a relação ímpar entre Deus e Israel, como Seu povo peculiar. Essa relação é constituída pela aliança que vinculou o povo de Israel a Deus, ou os Seus Mandamentos (Êxodo 19 e 20), e que constituiu aquele povo em “reino de sacerdotes e nação santa...” (Êxodo 19:6).
          Deus se expressou e realizou Sua aliança de forma compreensiva à nação israelita, utilizando-se de formas de aliança conhecidas na época, como as alianças Hititas.
          Tais alianças eram compostas de um preâmbulo, um prólogo, estipulações, bênçãos e maldições e testemunhas. Isto é visto na Aliança Divina em Êxodo 20-24.
          Êxodo 20:2a.          -         Preâmbulo (Identifica o Rei)
          Êxodo 20:2b           -         Prólogo (Relacionamento Passado)
          Êxodo 20; 21-23ª    -         Estipulações (Mandamentos)
          Êxodo 23b              -         Bênçãos e Maldições
          Êxodo 24                -         Testemunhas
          Deus conduzia Seu povo em todos os aspectos. Os organizou e orientou. Definiu funções, posições e limitações.
          No livro de Números, capítulo 9, do verso 15 a 23, vêem-se que Deus conduzia Seu povo até mesmo no tocante ao momento de viajar e acampar. Através da nuvem e da coluna de fogo Deus lhes mostrava, também, o momento de realizarem o sacrifício contínuo, pela manhã e ao pôr-do-sol ou crepúsculo da tarde (ver Êxodo 29:39-42; Números 28:3 e 4).
A história bíblica revela que no desejo de ser como as nações vizinhas e pagãs o povo clamou por um rei, a monarquia, e esta passou a ser a forma de governo e, tão logo o rei Saul foi nomeado por Samuel, a administração eclesiástica também começou a receber influências da pessoa do rei e está foi percebida ao longo dos anos. No entanto, a administração eclesiástica era de responsabilidade dos sacerdotes e no decorrer da história Deus suscitava Seus profetas que exerciam influência sobre o rumo desta administração, ora de maneira mais intensa, ora sem exercer muitas mudanças.
          Deus separou a administração eclesiástica da política. A linhagem de Aarão (sacerdotes) ficou com a administração eclesiástica, enquanto que a linhagem de Davi (reis) ficou com o governo político. O Santuário, posteriormente o Templo de Salomão e após o cativeiro babilônico o Templo de Zorobabel, sempre foram o centro da administração eclesiástica, sob a orientação e liderança dos sacerdotes e reis, com sua influência ora positiva, ora negativa.
          A administração eclesiástica no Novo Testamento ainda girava em torno do Templo de Herodes e a liderança dos sacerdotes, até a destruição do mesmo. No entanto, este foi perdendo sua influência à medida que compreendiam mais e mais que o Templo se cumpriu em Cristo, perdendo seu sentido, já que o tipo encontrara o seu antítipo.
          Com o surgimento da igreja cristã, sob a liderança dos apóstolos, após a ascensão de Cristo, todo o sistema administrativo eclesiástico começa a mudar, pouco a pouco. Os próprios apóstolos não tinham noção de como administrar a igreja, mas, sob a guia do Espírito Santo e em oração começaram a dar forma à igreja e a sistemas/princípios de como a mesma deveria ser administrada. No entanto, o Novo Testamento não nos oferece linhas mestras absolutas no tocante à administração eclesiástica, mas apenas sugestões.
          Em Atos 6 vê-se a importância da pregação e dedicação exclusiva dos apóstolos ao ministério da pregação. O mesmo texto também revela o surgimento dos diáconos como lideres servos da igreja, com a missão de atender aos necessitados. A liderança dos apóstolos como testemunhas oculares da vida, da morte, da ressurreição e da ascensão de Cristo é nítida em todas as páginas do Novo Testamento.
          Os apóstolos exerciam sua liderança eclesiástica de forma ampla, não estavam limitados a uma única congregação. O trecho de Tito 1:5 diz especificamente que Tito constituísse presbíteros “em cada cidade”, segundo Paulo lhe havia ordenado. Nesse caso, teríamos Tito, o bispo de Creta, não operando em uma única igreja local, mas percorrendo toda aquela ilha, supervisionando e nomeando anciãos em várias cidades da mesma. No mesmo texto percebe-se que alguns apóstolos possuíam ou desempenhavam liderança sobre outros apóstolos. O mesmo é visto em outras cartas de Paulo ao dar orientações sobre como agir e o que fazer a outros colaboradores, apóstolos, como o referido caso de Tito. Atos 15:6, 22, e Atos 6 como já mencionado, revela uma certa hierarquia de funções eclesiásticas: Apóstolos, presbíteros, diáconos e toda a igreja.
          Tiago parece exercer a liderança maior (Atos 12:17; 15:13ss; 21:18), no entanto, no próprio episódio de Atos 15 percebe-se um modelo de governo, administração representativo. Após o discurso de Pedro e as considerações de Tiago (A maneira como Tiago se expressa e o momento em que se expressa, parece demonstrar que ele era o presidente concílio), o verso 22 diz: “Então pareceu bem aos apóstolos e aos presbíteros, com toda a igreja,...”.
          Os concílios realizados pela igreja no Novo Testamento (Atos 11 e 15) revelam uma autoridade central que ultrapassava a autoridade das igrejas locais, mas como já mencionado com representação da igreja – “com toda a igreja”.
A parte final do verso 22 de Atos 15 demonstra que a igreja reunida em concílio nomeava homens com missões específicas para irem a locais específicos.
Conforme afirma Bob Briner (1997) “ Jesus tinha um plano e obedeceu a ele fielmente. Essa foi a maior razão de seu sucesso. Ele sabia para onde ia e permanecia naquela direção.”
Enfim, existem inúmeros exemplos bíblicos de administração e planejamento estratégico, podemos citar inúmeras vantagens e benefícios da utilização do planejamento como ferramenta estratégica para as igrejas, por exemplo: utilização eficiente dos recursos humanos, financeiros, matérias, etc.; mensuração de resultados; cumprimento da missão organizacional; manutenção do foco pré-estabelecido; respaldo técnico para tomada de decisões, dentre outros.
          De acordo com estudos e pesquisas, pode-se dizer que é muito proveitosa, eficaz e eficiente a aplicação do planejamento estratégico para o aumento da quantidade de membros de uma determinada igreja local ou para várias igrejas. Ficou evidenciado nestes estudos que com a instauração de programas de grupos familiares; métodos de evangelismo e integração com os diversos setores da sociedade; aperfeiçoamento das condições de recepção e manutenção de novos membros na igreja; criação de mecanismos de integração entre os membros da igreja, entre os ministérios e entre a igreja sede e suas filiais; incentivo e contribuição com o nascimento e florescimento de novas lideranças, ocorrendo um aumento significativo no número de novos adeptos, inclusive com a maioria destes se tornando membros fixos da igreja local.
As estratégias desenvolvidas nestes projetos de aumento no número de novos membros foram principalmente a implantação de grupos familiares, eventos realizados na própria igreja local com foco nos visitantes, eventos externos para promover a integração, a divulgação e a adesão de novos adeptos, como parte da estratégia utilizaram um cronograma periódico de evangelismo em hospitais, presídios, semáforos, calçadões, praças, shopping, etc.
          A implantação do planejamento estratégico nas igrejas precisa seguir uma metodologia própria para cada etapa como descrevemos a seguir:

Etapa
O que fazer
Criação da estrutura organizacional
Elaborar um organograma, dividindo-se em nível estratégico, tático e operacional.
Estabelecimento da missão, visão e valores
Definir a razão de existir da igreja, sua visão, ou seja, onde quer chegar, bem como os valores que permeiam suas atividades.
Análise do Ambiente externo
Como estão as igrejas no mundo, como estão crescendo, se organizando, se estruturando, se mantendo, etc.
Análise do Ambiente interno
Estudar a sociedade, conhecer os números das igrejas, não somente das evangélicas. Como estão atuando outros ministérios.  Conhecer o público alvo da igreja, etc.
Estabelecimento de objetivos e metas
Tendo como base nas análises realizadas, teremos vários pontos fortes e pontos fracos, e os objetivos e metas serão programados para o suprimento das necessidades no caso de pontos fracos e para melhorar ainda mais naquilo que é um ponto forte.
Fatores críticos de sucesso
Nesta etapa verificamos quais fatores podem contribuir para a concretização ou não deste planejamento estratégico.
Criação dos planos de ação
Para cada meta deve ser elaborado um plano de ação e definido quem será o responsável pela realização dela.
Comunicação
O plano deve ser comunicado a todos os níveis relacionados na estrutura organizacional para que a equipe “faça as coisas acontecerem”.
Acompanhamento
Todo plano precisa de reuniões periódicas para mensurar quais passos já foram dados e quais caminhos serão traçados no novo período. Serve também para verificar se algum objetivo precisa ser revisto ou modificado.










3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Consoante Moreira; Coelho e Pinheiro (1997), que citam o consagrado Alvin Tofler, em "A Empresa Flexível",  é preciso estar cego para ignorar que algo extraordinário esteja acontecendo à sua volta.
Realmente, ao se analisar o ambiente, pode-se constatar a rápida expansão das tecnologias, a evolução das telecomunicações, o lançamento de novos produtos e serviços. As mudanças vêm ocorrendo num ritmo tão vertiginoso que se torna difícil assimilá-las por completo, configurando novos e inusitados cenários tanto para as pessoas quanto para as organizações.
O futuro será marcado por quem conseguir visualizar essa tendência, ou seja, centralizar esforços na leitura de como o mercado está vivendo no momento, isso significa dar menos ênfase à estrutura funcional da organização, e ter um olhar concentrado no mercado e no futuro. Neste sentido, as organizações religiosas, tem tido um entrave para isso, visto que muitas delas foram projetadas em função de uma visão voltada para a sua própria realidade interna, sendo assim, é necessário aprender a pensar em novas formas de estruturar essas organizações.
A Bíblia de fato não fala o termo planejamento estratégico, mas percebe-se que ela é um plano muito bem planejado, que se realiza a cada momento que passa. Ela oferece elementos que refletem que ela mesma é um “planejamento estratégico”, que não se baseia na técnica, em resultados e lucros, mas na visão, missão e valores do Reino de Deus.
Os líderes religiosos precisam ser não somente mestres e líderes, ou seja, precisam ser também administradores (não falo de formação acadêmica, mas de boa formação teórica e prática); precisam aprender a compreender mais a organização, a assumir mais responsabilidades e a trabalhar em equipe. Sendo assim, é imprescindível que se conheça como se comportam as novas organizações religiosas; suas estratégias de crescimento, de retenção de membros, sua visão de futuro e suas prioridades. De modo geral, o futuro pertence às organizações que conseguirem explorar o potencial de centralização das prioridades, das ações, e dos recursos. Acabou-se o tempo em que cada organização olhava para si mesma, sem se preocupar com o todo.

4. REFERÊNCIAS

CHIAVENATO, Idalberto; SAPIRO, Arão. Planejamento Estratégico: Fundamentos e Aplicações. Rio de Janeiro: Campus, 2004.

CAMPANHA, Josué. Planejamento Estratégico. São Paulo: Editora Vida, 1999.

COSTA, Eliezer. Amantes da Gestão Estratégica. São Paulo: Saraiva, 2003.

CHO, Paul Yonggi. Muito mais que números. São Paulo: Editora Vida, 1987.

COSTA, José Wellington Bezerra. Como ter um ministério bem sucedido. Rio de Janeiro: CPAD, 1999. 255p.

DOUGLAS, Stephen B. et alO ministério de administração. São Paulo: Candeia, 1999. 204p.

DRUCKER, Peter. Inovação e espírito empreendedor: prática e princípios. São Paulo: Pioneira. 1998.

GUIMARAES, Aguinaldo Leônidas. Administração Eclesiástica. 2007.

KESSLER, Nemuel. Administração Eclesiástica. Rio de Janeiro: CPAD, 1989.

MINTZBERG, Henry. O Processo da Estratégia: Conceitos, Contextos e Casos selecionados. 4 ed. Porto Alegre: BookMan, 2006.

MOREIRA, Claudia Maria M.; COELHO, Cláudio Ulysses F. e PINHEIRO, Anamaria S. Habilidades Gerenciais. Rio de Janeiro: Ed. SENAC Nacional, 1997.

BRINER, Bob. Os métodos de Administração de Jesus. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1997.

OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Estratégia Empresarial e vantagem competitiva. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2007.

PATEL, Ketan J. Mestre da estratégia, poder, propósito e princípio. São Paulo: Best Seller, 2007.

RUSH, Myron. Administração - Uma Abordagem Bíblica. São Paulo: Editora Betânia, 2005.