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terça-feira, 31 de maio de 2011

O que é vaidade? Vaidade é pecado?

Graça e Paz do nosso Salvador Jesus Cristo!

Há 31 anos convivendo com diversos irmãos cristãos (desde que nasci), posso afirmar que já ouvi muitas vezes a palavra “vaidade”.   No próprio dia a dia não é raro se ouvir frases do tipo: a fulana de tal é “vaidosa”.

No entanto, há vários anos tenho observado que nem sempre as pessoas utilizam o termo “vaidade” com a devida propriedade, ou seja, não são raras as vezes que as pessoas usam a palavra “vaidade” sem saber o significado deste termo (secular e bíblico), e, por isto, acabam usando o termo vaidade indevidamente.

Afinal, o que significa o termo vaidade?

Vaidade, segundo o Grande Dicionário Enciclopédico Brasileiro (Novo Brasil Editora, 1979, V. 5, p. 1567) é a “Qualidade do que é vão, sem solidez nem duração, inútil, fatuidade, vanglória, ostentação, presunção, futilidade, coisa vã.”

O dicionário bíblico Ebenezer nos trás três significados para o termo vaidade, nestes termos: “1) Desejo exagerado de atrair a atenção. 2) Deus falso (1Sm 12.21). 3) Ilusão (Ec 1.2).”

Consoante ensina Orlando Boyer (Pequena Enciclopédia Bíblica - Instituto Bíblico das Assembléias de Deus, 8. ed., 1985, p. 764), vaidade é a “Qualidade de ser vão, inútil, sem solidez, sem duração.”

Segundo a nota de rodapé da Bíblia de Estudo de Genebra referente a Eclesiastes 1.2, em explicação ao termo vaidade (1999, p. 769): “A palavra, no hebraico, significa “sopro” ou “neblina” e, por isto, aquilo que é “inútil”, “fútil” ou “não substancial”. 

Conforme artigo escrito na internet pelo Pb. Adarlei, "No Antigo Testamento, escrito em hebraico, "vaidade" vem de duas palavras, hebel (aparece 71 vezes) e shaw' (aparece 52 vezes). O significado básico de hebel é "vento" ou "sopro" e, nos contextos em que aparece, geralmente traz a idéia de "vazio", "oco", "sem sentido". É também usada para indicar o abandono ao Deus verdadeiro e à busca de ídolos que não podem satisfazer necessidade alguma, simplesmente pelo fato de não existirem. Quanto à palavra Shaw', é inquestionável que o sentido básico é o de "vacuidade". Segundo o Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, "O vocábulo designa tudo aquilo que é impalpável, irreal e sem valor, quer na esfera material quer na moral. É, por conseguinte, uma palavra que designa ídolos (da mesma maneira como hebel, 'vaidade', também é uma designação de ídolos [sem valor]). Salmos 24:4, pode, então, ser traduzido assim: 'aquele que não ergueu a mente a um ídolo'." No Novo Testamento, escrito em grego, mátaios é o termo que representa "vaidade". Ela e seus cognatos aparecem cerca de 14 vezes. Também significa "vazio", "inútil", "fútil", "sem valor", "incapaz" e não se refere a nenhuma proibição quanto ao uso de jóias, roupas ou ornamentos. Pode-se concluir que, quando a Bíblia fala de "vaidade", seu significado é sopro, algo vazio, sem sentido, algo que é transitório, que é efêmero. É "correr atrás do vento". É colocar esperança naquilo que é vão, perecível." (Disponível em: http://adguarulhos.sites.uol.com.br/artstg05.html)

São muitos os versículos bíblicos que usam o termo “vaidade”, sendo que o mais conhecido deles é Eclesiastes 1.2, escrito pelo sábio Salomão em sua velhice: “Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade” (Almeida Corrigida Fiel).   Em outra versão da Bíblia, este mesmo texto está escrito da seguinte forma:  “"Que grande inutilidade!", diz o Mestre. "Que grande inutilidade! Nada faz sentido!”(N.V.I.). Neste versículo, Salomão usa o termo vaidade no sentido de algo sem duração, passageiro, inútil, vão. O livro de Eclesiastes está recheado do termo vaidade neste mesmo sentido utilizado em Eclesiastes 1.2.




A Bíblia Vida Nova, editada pelo Dr. Russel Shedd (Ed. Vida Nova, 1980, p. 678), explica em sua nota de rodapé, referindo-se a Eclesiastes, que "A vaidade das coisas terrenas e a inutilidade dos esforços humanos em se conseguir a felicidade verdadeira (...) pode ser explicada como futilidade, inanidade, insignificância" .

A  Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal (CPAD, 1995, p. 876), em explicação ao Verísculo 2 de Eclesiastes 1, fala sobre o objetivo de Salomão ao escrever o referido texto: "No reinado de Salomão , Israel viveu sua época áurea, mas o rei desejava que as pessoas entendessem que o sucesso e a prosperidade não duram para sempre (Sl 103.14-16; Is 40.6-8; Tg 4.14). Toda realização humana um dia desaparecerá, e devemos guardar  isto em mente, a fim de vivermos sabiamente. Se não o fizermos, também nos tornaremos orgulhosos e auto-suficientes, quando formos  bem sucedidos, ou extremamente desapontados, quando fracassamos. O objetivo de Salomão foi mostrar que os bens terrenos e as realizações são, em última análise, sem sentido. Somente a busca a Deus traz a verdadeira satisfação. Devemos honrar a Deus em tudo que dizemos, pensamos e fazemos" .

De uma forma um pouco diferente de Eclesiastes 1.2, dependendo das versões da Bíblia, em alguns outros versículos a palavra vaidade é utilizada no sentido de vanglória, soberba, exaltação e futilidade, conforme comparações entre versões bíblicas:

Efésios 4.17 (N.V.I.): “Assim, eu lhes digo, e no Senhor insisto, que não vivam mais como os gentios, que vivem na futilidade dos seus pensamentos.” (grifo nosso)
Efésios 4.17 (Almeida Corrigida Fiel): “E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente.” (grifo nosso)

1 Timóteo 3.6 (Almeida Revisada): “não neófito, para que não se ensoberbeça e venha a cair na condenação do Diabo.” (grifo nosso)
1 Timóteo 3.6 (Católica):  “Não pode ser um recém-convertido, para não acontecer que, ofuscado pela vaidade, venha a cair na mesma condenação que o demônio.” (grifo nosso)

Filipenses 2.3 (Almeida Corrigida Fiel): “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.” (grifo nosso)
Filipenses 2.3 (N.V.I.): “Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos.” (grifo nosso)

2 Coríntios 12.7 (N.V.I.): “Para impedir que eu me exaltasse por causa da grandeza dessas revelações, foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar.” (grifo nosso)
2 Coríntios 12.7 (Católica): “Demais, para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade.” (grifo nosso)

A pergunta que não quer calar é: Vaidade é pecado? Depende do sentido que for atribuído à palavra vaidade!  Neste ponto, vale a pena destacarmos pelo menos três variáveis interpretativas: 1) Vaidade, no  sentido mais bíblico da palavra, conforme o grego e o hebraico, ou seja, no sentido de algo vazio, passageiro, sem duração, inútil, não pode ser considerada  como pecado, pelo menos em princípio, pois conforme está escrito em Eclesiastes 1.2, TUDO É VAIDADE,  (ou seja, os bens materiais, a beleza, o conhecimento, a vida terrena,  a sabedoria, os relacionamentos, tudo um dia irá se acabar, pois TUDO É PASSAGEIRO, tudo é "vão", tudo é vaidade); 2) Numa segunda análise interpretativa do termo vaidade (1Sm 12.21, Salmos 31.6, 1 Reis 16.13,26, Salmos 4.2, Deut. 32.21), pode-se afirmar que, se as coisas terrenas e passageiras (vaidades)  forem o nosso alvo e a nossa prioridade, se estivermos idolatrando algo ou se deixarmos Deus em segundo plano ou se nos esquecermos dEle,  estaríamos errando o alvo, que é o de vivermos para a Glória de Deus, tendo Ele como prioridade (devemos amar a Deus sobre todas as coisas e não podemos ter outros deuses diante de Deus). Se a palavra vaidade for utilizada neste sentido, estaríamos falando de algo pecaminoso; 3) Se o termo vaidade for utilizado no sentido de soberba, presunção, vanglória e exaltação (sentido este que é utilizado em alguns versículos da Bíblia, dependendo da versão), estaríamos falando de algo repreensível e que também pode ser considerada como pecado (vaidade), conforme Marcos 7.21-23 e 1 João 2.16. 

E o ato da pessoa se embelezar, se arrumar e usar jóias constitui vaidade (no sentido pecaminoso da palavra vaidade)?  O termo "vaidade", na Bíblia, não é encontrado, em nenhum momento, sendo associado ao uso de jóias, maquiagens ou embelezamento. Todavia, a resposta não é tão simples, pois, para se saber se uma pessoa está sendo "vaidosa", no sentido pecaminoso da palavra, seria necessário analisar a mente e as intenções da mesma, ou seja, pode ser que a pessoa esteja pecando e pode ser que não, dependendo de cada caso, mas só quem pode responder esta pergunta individualmente é Deus, que conhece a mente e as intenções do ser humano! Se uma pessoa se enche de jóias e se embeleza com a intenção de se sentir superior aos demais, com a intenção de atrair para si toda a atenção, com o coração cheio de exaltação e soberba, amando mais as coisas materiais e vãs do que a Deus, é óbvio que a pessoa estará pecando, pois Deus não se agrada disto!

Não obstante, o que deve ser destacado é que não só o uso de jóias ou o embelezamento, mas qualquer coisa pode encher a pessoa de soberba e idolatria e fazê-la pecar (qualquer coisa mesmo, ou seja, uma casa, um carro, uma motocicleta, um vestido, um terno, um sapato, uma gravata, uma mobília, a beleza própria, a conta bancária, o grau de instrução, um emprego, uma função, um grau eclesiástico, um esposo, uma esposa, um filho, etc.), mas isto depende de cada um!

É possível uma pessoa estar usando jóias de ouro e diamante, andar com um carro caríssimo, usar roupas caras e não estar com o coração naquilo, estar desapegada destas coisas materiais, sem estar com nenhum sentimento de orgulho ou soberba, assim como é possível uma pessoa encher o coração de orgulho, soberba e idolatria ao praticar coisas simples como usar uma roupa bonita, ao comprar um carro usado, ao entrar na faculdade, etc.  Portanto, jamais julgue as pessoas baseando-se no seu ponto de vista e nos seus sentimentos, pois cada ser humano é diferente um do outro (P. ex.: se eu estivesse usando aquilo ou se eu comprasse tal coisa,  eu me sentiria de tal forma, portanto, aquela pessoa deve estar se sentindo de tal forma - Errado !!!).

Alguns podem dizer: Ah, mas o uso de jóias é desnecessário, e o que é desnecessário é vaidade!  Amados, não sejamos hipócritas ou insensatos, pois muitas coisas são fúteis e desnecessárias, e nem por isto nós cristãos deixamos de comprar, usar ou fazer, tais como: a) usar gravata (a gravata só serve para embelezar); b) usar prendedor de gravata (que é uma jóia também); c) usar abotoaduras (que também é jóia e só serve para embelezar); d) usar roupa nova ou cara (pra quê comprar roupa nova ou cara, quando temos roupas usadas que ainda estão boas ou se temos a opção de comprar roupas novas e mais baratas que cumprem o mesmo papel das caras ou "de marca"?); e) comprar automóvel novo e caro (pra quê comprar um automóvel novo e caro se um bom automóvel usado ou um automóvel novo e mais em conta desempenha a mesma função?); f) embelezar templos (só tem fins estéticos); g) fazer a barba (só tem fins estéticos); h) fazer depilação (algumas depilações só servem para melhorar a estética); i) fazer penteado (estando o cabelo limpo, pentear o cabelo só serve para embelezar); j) usar roupa combinando (só serve para embelezar, pois o papel das roupas é esconder a nossa nudez e nos aquecer no frio); k) pintar a casa e embelezá-la (a casa tem a função de nos dar segurança, abrigo contra o frio e o sol escaldante, descanso e privacidade, o que vai além disto pode ser considerado desnecessário); l) viajar à passeio e várias outras coisas.

Deve ser relembrado ainda que, biblicamente falando (de acordo com os textos originais em hebraico e grego), o termo vaidade não tem relação com o uso de jóias, enfeites, roupas, maquiagens ou com o ato de se embelezar. Na bíblia, a palavra vaidade não está associada ao ato de se embelezar, e foram os homens, não a Bíblia, que criaram o errado conceito de que se embelezar ou usar jóias é vaidade (independente de qualquer circunstância).

Se ouro, pedras preciosas, metais preciosos e jóias fossem pecado e vaidade, no céu não poderiam ter coroas (Ap. 3.11; 14.14), ouro, pedras preciosas, etc (Ap. 21.18-21).

Amados, Deus abomina a hipocrisia e o julgamento temerário! 

Pare de ficar julgando as pessoas pela aparência! Antes de querer apontar o dedo e de murmurar, olhe para si mesmo:

“Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão.” Lucas 6.37

"E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão." Mateus 7.3-5

“Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça.” João 7.24

“Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração.”  1 Samuel 16:7

“Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade.” Mateus 23.28

“Deixando, pois, toda a malícia, e todo o engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações,” 1 Pedro 2.1

Podemos ter bens materiais, ter uma boa profissão, ter uma boa família, ter um bom grau eclesiástico, ter boas roupas, ter beleza estética aos olhos humanos, ter influência, ter algum tipo de poder ou autoridade humana, mas não devemos nos deixar ser levados por estas coisas, que são terrenas e passageiras! O nosso coração não pode estar preso às coisas deste mundo (Mateus 6.21)! O principal bem que temos e que devemos preservar em nossas vidas é Deus, que nos proporciona Salvação por meio do nosso amado Jesus Cristo, e que nos presenteou com a presença do Espírito Santo, isto sim é eterno! Deus quer ser prioridade em nossas vidas! Deus quer que tenhamos um coração puro! Deus quer que sejamos humildes, independentemente daquilo que usamos ou possuímos! Deus não quer que sejamos orgulhosos ou soberbos! Deus não quer que sejamos avarentos! Deus quer que glorifiquemos a Ele por tudo o que Ele nos dá, conforme ensina a Palavra de Deus:

“E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento.” (Mateus 22. 37, 38)

“Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida.” 1 Timóteo 1.5

“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.” Filipenses 2:3

“Antes, ele dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” Tiago 4.6

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” 1 João 2.15

“E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.” Lucas 12.15

“Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo;” Efésios 5.20

Amados, a Bíblia nos ensina que a beleza passa, que os bens materiais passam, que a nossa vida terrena passa, que todas estas coisas que os nossos olhos carnais vêem passam, e que, por isto, devemos estar atentos não a estas coisas, ao contrário, devemos estar atentos nas coisas que não se vêem, que são eternas e muito mais importantes:  “Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.” 2 Coríntios 4:18

Abraços fraternos e que Deus abençoe a todos nós!

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sábado, 28 de maio de 2011

O que é Doutrina?

Que a Graça e a Paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo esteja com todos nós!

No meio cristão, notadamente no meio evangélico, muito se fala em doutrina. Em algumas denominações evangélicas semanalmente há um "culto de doutrina", ou seja, o termo "doutrina" é bastante utilizado no meio evangélico - cristão.

Quando entrei na faculdade de Direito, em  meados do ano de 1998, um professor, que ministrava a disciplina de Introdução ao Estudo do Direito, também falou sobre doutrina. Quando aquele professor da faculdade de Direito falou em doutrina, eu, neófito, pensei com os meus botões: será que este professor é evangélico? (risos). Logo após a explanação daquele mestre eu pude descobrir que ele falava da doutrina jurídica (a doutrina jurídica é o ensino materializado nos livros jurídicos, escritos por mestres, doutores, professores ou juristas que estudaram bastante o assunto no qual se dispuseram a escrever). 

Confesso que até os meus 14 anos de idade eu tinha uma visão errada e minimalista da palavra doutrina. Ao meu ver, doutrina significava um conjunto de regras (e muitas destas regras não eram puramente bíblicas,  ou seja, eram usos e costumes) que os membros da Igreja Local deveriam obedecer. Graças a Deus ampliei e mudei a minha visão depois que: 1) Passei a orar pedindo sabedoria e discernimento ao Espírito Santo de Deus; 2) Passei a pesquisar este assunto de acordo com a Bíblia (e secundariamente em livros cristãos), ainda  aos meus 14 anos de idade.

Assim como eu em minha tenra idade, são muitas as pessoas que confundem a palavra "doutrina"  com  "conjunto de regras"  ou com "usos e costumes". Não quero criar polêmica, mas o conceito ou a definição da palavra doutrina (bíblica) vai muito além disto, conforme veremos adiante.

 Mas, afinal, o que é doutrina, de acordo com a visão bíblica-cristã? 

Segundo a Pequena Enciclopédia Bíblica, de Orlando Boyer (Instituto Bíblico das Assembléias de Deus, 8. ed., 1985, p. 253), a palavra doutrina é conceituada como: "Tudo o que é objeto de ensino, disciplina".

Conforme o Dicionário Teológico do Autor Claudionor Corrêa de Andrade (Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2007, p.151), a categoria doutrina é conceituada da seguinte forma:  " [Do lat. doctrina, do verbo docio, ensinar, instruir, educar] Conjunto de princípios que formam a base de um sistema religioso. A doutrina cristã acha-se baseada na Bíblia Sagrada - nossa única regra de fé e prática. Ela pode vir expressa em forma de credos, declarações de fé ou dogmáticas". (grifo nosso).

Já segundo o Dicionário de Teologia de Stanley J. Grenz, David Guretzi e Cherith Fee Nordling (Editora Vida, 2005, p. 42-43), "doutrina" é conceituada como uma "Formulação teológica que tenta proporcionar uma declaração resumida dos ensinos das Escrituras sobre um tema teológico em particular. Idealmente, a doutrina é formada com o intuito de ser fiel às Escrituras e ao mesmo tempo dar atenção às tradições da Igreja e aos padrões vigentes de pensamento. Assim, a doutrina é afirmada de tal maneira que as pessoas de hoje possam entender o ensino das antigas Escrituras" .

Doutrina, de acordo com o grego διδασκαλια [didaskalia] (Substantivo feminino), significa "o ato de ensinar: ensino. Aquilo que é ensinado: doutrina, instrução" (disponível em: http://dicionariobiblico.blogspot.com/2007/06/doutrina.html).

Jesus Cristo, em seu ministério terreno, pôde doutrinar bastante, ou seja, Ele ensinou  bastante,  e os ensinamentos de Jesus eram com autoridade (pois Ele não era hipócrita, ou seja, Jesus era verdadeiro e puro) conforme se verifica em Mateus, no capítulo 7, versículos 28 e 29: 

" 28 - E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina;
29 - Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas." 

No Evangelho conforme escreveu Marcos, no capítulo 4, versículos 1 e 2, mais uma vez se fala acerca da doutrina de Jesus:

" 1- E outra vez começou a ensinar junto do mar, e ajuntou-se a ele grande multidão, de sorte que ele entrou e assentou-se num barco, sobre o mar; e toda a multidão estava em terra junto do mar.
2 - E ensinava-lhes muitas coisas por parábolas, e lhes dizia na sua doutrina:
3- Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear. (...)"

Na grande maioria dos versículos da Bíblia a palavra doutrina pode ser substituída pela palavra ensinamento, e em alguns casos até mesmo pela palavra conselho (tudo isto no sentido bíblico-cristão), e  é possível de se comprovar tal fato ao se analisar as diferentes versões da Bíblia em Língua Portuguesa, conforme veremos adiante:

Provérbios 13.14 (Almeida Corrigida Fiel): "A doutrina do sábio é uma fonte de vida para se desviar dos laços da morte." (grifo nosso)
Provérbios 13.14 (Almeida Revisada): "O ensino do sábio é uma fonte devida para desviar dos laços da morte." (grifo nosso)

Romanos 6.17 (Almeida Revisada):  "Mas graças a Deus que, embora tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues" (grifo nosso) 
Romanos 6.17 (Nova Versão Internacional.): "Mas, graças a Deus, porque, embora vocês tenham sido escravos do pecado, passaram a obedecer de coração à forma de ensino que lhes foi transmitida" (grifo nosso) 

Apocalipse 3.3 (Versão Católica): "Lembra-te de como recebeste e ouviste a doutrina. Observa-a e arrepende-te. Se não vigiares, virei a ti como um ladrão, e não saberás a que horas te surpreenderei"  (grifo nosso). 
Apocalipse 3.3 (Almeida Corrigida Fiel):  "Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei"  

Tito 2.7 (N.V.I.): "Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras. Em seu ensino, mostre integridade e seriedade;" (grifo nosso)
 Tito 2.7 (Católica): "e mostra-te em tudo modelo de bom comportamento: pela integridade na doutrina, gravidade," (grifo nosso)

Gálatas 1.9 (Sociedade Bíblica Britânica): "Como antes temos dito, assim digo agora de novo, se alguém vos pregar um evangelho além do que recebestes, seja anátema" (grifo nosso)
Gálatas 1.9 (Versão Católica): "Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado" (grifo nosso)

 Efésios 6.4 (N.V.I.): "Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor." (grifo nosso)
 Efésios 6.4 (Almeida Revisada): "E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor." (grifo nosso)
Efésios 6.4 (Católica): "Pais, não exaspereis vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e doutrina do Senhor."(grifo nosso) 

Conforme visto acima, a palavra "doutrina"  geralmente pode ser substituída pela palavra "ensino" (de acordo com o grego e com o latim)!

Basicamente, a Bíblia fala da existência de três tipos de doutrinas (doutrina de Deus, doutrina de homens e doutrina de demônios), ou seja, há os ensinamentos que provém de Deus (bíblicos), os ensinamentos que provém puramente de homens e os ensinamentos que são provenientes de demônios.

A sã doutrina é aquela que provém de Deus, ou seja, são os ensinamentos e as recomendações que estão contidas na Palavra de Deus! É esta a doutrina que nos interessa! É esta doutrina (a bíblica - cristã) que devemos aprender e que devemos praticar (geralmente, quando o Novo Testamento fala de "doutrina", pura e simplesmente, sem se referir a doutrina de homens ou a doutrina de demônios,  está fazendo alusão à doutrina de Deus ou inspirada por Deus, sendo desnecessário frisar que os ensinos de Jesus são doutrinas de Deus e que as doutrinas dos Apóstolos são inspiradas por Deus).

Já a doutrina dos demônios, que não nos interessa aprender e praticar, está explicitada em 1 Timóteo 4, versículos 1 e seguintes:

"1- O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios.
2- Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada
3- e proíbem o casamento e o consumo de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ação de graças pelos que crêem e conhecem a verdade.
4- Pois tudo o que Deus criou é bom, e nada deve ser rejeitado, se for recebido com ação de graças,
5- pois é santificado pela palavra de Deus e pela oração". (grifo nosso).

A Carta do Ap. Paulo aos Colossenses, Cap. 2,  do versículo 20 ao 23, fala sobre as doutrinas de homens, que também não nos interessa ouvir e praticar: 

"Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que é que vocês, então, como se ainda pertencessem a ele, se submetem a regras: "Não manuseie! " "Não prove! " "Não toque! "? Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos. Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne." (Conf. Bíblia   N.V.I., em outras versões está escrito "doutrinas de homens") (Sem grifo no original)

Uma coisa que chama muito a atenção é o fato de que as doutrinas de homens e as doutrinas de demônios citadas na Bíblia não eram "doutrinas libertinas", eram "doutrinas proibitivas ou legalistas (regras, leis)".  A intenção dos demônios sempre foi a de escravizar e humilhar o homem, mas Jesus veio para libertar o homem! Uma das estratégias dos demônios contra a sã doutrina é a de usar os extremos contra os cristãos, ou seja, ou tentam usar o legalismo e a religiosidade para tornar o homem prisioneiro, escravo de homens e de religiões,  ou tentam usar a libertinagem para aprisionar e escravizar o homem no pecado, Deus, todavia, quer que sejamos realmente livres (de pecados, de homens, de religiosidades, de demônios, de leis, de libertinagens). Deus quer que sejamos equilibrados.

A Bíblia também relata que os Fariseus, um grupo religioso da época de Jesus, ensinavam doutrinas de homens (Marcos 7. 5-9), o que era reprovado por Jesus:

"Depois perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos por lavar? E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, Mas o seu coração está longe de mim; Em vão, porém, me honram, Ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas. E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição." (grifo nosso)

Em síntese, pode-se afirmar que a palavra " doutrina" (de Deus - bíblica, a sã doutrina)  jamais deve ser confundida com "um conjunto de regras"  ou com os "usos e costumes", pois doutrina é o ensinamento bíblico verdadeiro, que é puro, imaculado, sadio e eterno (jamais muda), sendo que provém de Deus, ao contrário dos "usos e costumes", que é um conjunto de regras, preceitos ou comportamentos que provém de seres humanos e que  varia no tempo (muda de tempos em tempos) e no espaço (muda de local para local).

A Bíblia nos recomenda que devemos ficar apenas na doutrina de Cristo (doutrina bíblica - cristã), conforme 2 João 1.9:

"Todo aquele que não permanece no ensino de Cristo, mas vai além dele, não tem Deus; quem permanece no ensino tem o Pai e também o Filho."

A Bíblia chama de soberbos todos aqueles que não se conformam com a sã doutrina de Jesus e vão além disto, conforme escrito em 1 Timóteo cap. 6, vers. 3 e 4:

"3- Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade,
4- É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas,"

A Bíblia é a nossa única regra de fé, doutrina e prática! Não podemos ser levados por ventos de doutrinas, conforme está escrito em Efésios 4.14.   Muitos são os que, para apoiarem os seus falsos ensinamentos (que não têm apoio nas Escrituras, ou seja, quando o apoio nas Escrituras é distorcido pode-se dizer não há apoio nas Escrituras), afirmam terem recebido seus ensinamentos por visão ou revelação (confronte tudo o que você ouve, lê e vê com a Palavra de Deus de uma forma contextualizada).

Para que não sejamos levados por ventos de doutrinas (os ventos passam e vão embora, é por isto que muitos ventos de doutrinas já foram embora), ensinos de homens ou doutrinas de demônios, devemos constantemente ler a Bíblia, e sempre é importante pedirmos o auxílio do Espírito Santo (o nosso Melhor Professor). Estas são as ferramentas mais importantes para que possamos reconhecer as doutrinas falsas e para que venhamos a aprender e a praticar a sã doutrina (leitura da Bíblia e oração, pedindo o auxílio do Espírito Santo)! Todavia, não é errado estudarmos os costumes dos tempos bíblicos, o grego, o latim, a língua portuguesa, os contextos históricos e culturais de cada livro da Bíblia, a hermenêutica, a exegese, a Teologia, etc., pois tudo isto são ferramentas secundárias que nos ajudam a entender a Palavra de Deus. Aliás, Deus quer que cresçamos na graça, no conhecimento, em fé, em palavra e em ciência: "Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém. (2 Pedro 3.18)" "Portanto, assim como em tudo abundais em fé, e em palavra, e em ciência, e em toda a diligência, e em vosso amor para conosco, assim também abundeis nesta graça. (2 Coríntios 8.7).

Que o Espírito Santo de Deus nos ensine, nos guie, nos santifique, nos capacite, nos console e nos unja  cada dia mais!

Abraços fraternos e que Deus abençoe a nós todos!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Os problemas nas Igrejas Locais!

Graça e Paz!

A Igreja de Cristo na terra, desde a sua implantação, há cerca de dois mil anos atrás, até os dias atuais, sempre enfrentou uma série de problemas e deficiências.



No início da Era Cristã, até o Ap. Paulo chegavam notícias das Igrejas Locais. Estas notícias chegavam por meio de irmãos em Cristo que vinham de viagens missionárias e conversavam com o Ap. Paulo, por meio de Cartas que eram enviadas ao Ap. Paulo e até mesmo por meio de revelações (Dons) do Espírito Santo. Ao Ap. Paulo chegavam boas e más notícias. Chegavam notícias de crescimento da Igreja, notícias de curas, milagres, maravilhas, manifestações dos Dons do Espírito Santo, boas obras, etc., mas também chegavam até o Ap. Paulo notícias desagradáveis falando de contendas entre irmãos, erros cometidos por pastores,  legalismos, erros doutrinários, divisões, pecados vergonhosos cometidos por irmãos, etc.   O Apóstolo Paulo, sabendo destes problemas, inspirado pelo Espírito Santo de Deus escrevia cartas (Epístolas) para cada uma destas Igrejas Locais, ensinando como deveriam ser corrigidos os problemas de cada uma destas. 

Se a Igreja não tivesse problemas (desde o seu início histórico), o Ap. Paulo não precisaria ter escrito as Cartas (Epístolas) !

E nos dias de hoje, a Igreja continua com problemas?  Se a Igreja de hoje não tivesse problemas, a Bíblia e as Cartas Paulinas não precisariam mais ser lidas e citadas!  

A Bíblia não escondeu os problemas das diversas Igrejas Locais históricas (eram vários e não precisamos  enumerá-los, basta ler as epístolas para saber e entender) e tampouco escondeu os defeitos dos líderes da Igreja Primitiva (Ap. Pedro, um dos maiores líderes da Igreja antiga, foi repreensível, conforme escrito pelo Ap. Paulo aos Gálatas 2.11)

O Apóstolo Paulo, grande homem de Deus, era extremamente sincero e não escondeu que as vezes acabava deixando de fazer o que deveria e que as vezes praticava o que não queria, conforme relatado em Romanos 7.18-23:

"Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, mesmo querendo eu fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei do meu entendimento, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros."

Se o Ap. Pedro e o Ap. Paulo tinham problemas, e nem por isto deixaram de ser grandes homens de Deus, com os Cristãos e os Líderes Cristãos atuais não é diferente!  Muitas pessoas se desviam, mudam de Igreja Local ou ficam escandalizadas (tropeçam) ao descobrir que o Pastor possui um defeito, que o Líder de um Ministério tem um problema, que o irmão cometeu um erro, e, por fim, que a Igreja de Cristo na terra não é perfeita!  Muitos se aborrecem e dizem que não vão mais congregar em nenhuma denominação, e que vão servir a Jesus Cristo em casa! 

Amados, a Igreja de Cristo só será perfeita quando for arrebatada, quando ela chegar no céu e não houver mais a carne humana, que é falha e pecaminosa!

A Igreja Local é um lugar de crescimento, pois a Igreja Local muitas vezes é um lugar de lutas e confrontos, e, por isto, aprendemos a tolerar e a respeitar nossos irmãos, aprendemos a perdoar os nossos irmãos e líderes, aprendemos a submissão e o respeito, aprendemos a amar a todos apesar dos defeitos, apreendemos a ter comunhão com pessoas muito diferentes de nós, aprendemos a conhecer a nós mesmos e a reconhecer os nossos próprios defeitos, ajudamos e somos ajudados, somos corrigidos, etc. A Igreja Local é uma terra fértil que devemos frequentar, pois nesta terra fértil, com a ajude de outros "agricultores"  (irmãos em Cristo) produziremos bons frutos e uma grande colheita para o Reino de Deus! O aborrecimento ou a decepção é quase que inevitável, e, mais dia ou menos dia, todos nós nos decepcionamos ou nos aborrecemos com algum irmão ou com a própria igreja institucionalizada, mas isto não é motivo para desistirmos, ao contrário, tudo isto são situações para o nosso crescimento e amadurecimento espiritual ("E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." Romanos 8.28).

Por causa de problemas e decepções no âmbito de suas Igrejas Locais (quando falo de Igreja Local, estou me referindo a Igreja visível, institucionalizada, ou a qualquer denominação cristã) alguns deixam de congregar, todavia, a Bíblia nos ensina que não devemos deixar de congregar e que é nossa obrigação encorajarmos uns aos outros, conforme está escrito em Hebreus 10.25: "Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia".

Além disto, amados irmãos, deve ser ressaltado que quando Deus permite que saibamos os defeitos ou problemas de algum irmão em Cristo ou Líder, não podemos emprestar nossa língua ao diabo para maldizer, julgar, acusar, contender ou fofocar! Devemos usar nossa língua para interceder por estas pessoas, pois todos nós temos problemas e defeitos (atire a primeira pedra quem nunca errou e/ou pecou). Somos um só corpo (1 Coríntios 12.12-27), e quando uma parte do corpo não está bem, o resto do corpo padece (1 Co 12.26), ou seja, temos que ajudar e orar por nossos irmãos que estão fracos ou enfrentando problemas, pois as fraquezas e os problemas deles refletem em nós como Igreja!

Existem cristãos que se julgam fortes na fé e cristãos maduros, pois oram bastante, jejuam, lêem a bíblia e praticam algumas normas, todavia, se escandalizam por qualquer coisa, gostam de julgar temerariamente as pessoas e por coisas simples já pensam em se desviar ou em mudar de Igreja Local! Amados, isto é ser fraco na fé e imaturo espiritualmente, conforme ensina a Palavra de Deus, a Bíblia!

Tudo isto me faz lembrar da parábola do semeador e especificamente das sementes caídas entre as pedras, que, por não terem raízes profundas, logo que aparecem os problemas ou as tribulações (na Igreja, neste caso), se escandalizam, tropeçam e ficam no caminho (Marcos cap. 4, vers. 16 e 17).

O desejo de Deus é que cresçamos na graça e no conhecimento (2 Pedro 3.18),  que sejamos maduros (Tiago 1.4) e que produzamos o fruto do Espírito Santo (Gálatas cap. 5, vers. 22 e 23: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio).

"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor." (1 Coríntios 15.58)

Que o Espírito Santo nos ensine e nos ajude!
Abraços e que Deus abençoe a todos nós!


sábado, 21 de maio de 2011

E se Jesus Cristo aparecesse? - Parte 2

Graça e Paz! 

Vamos conjecturar mais um pouquinho... E se Jesus, em carne, aparecesse em nossa terra? E se Ele andasse em nosso meio e visitasse nossas Igrejas (quando falo de Igrejas ou de Igreja, não estou me referindo a uma só Igreja Local, mas a todas as denominações que se dizem cristãs!)? O outro texto (parte 1) tem o objetivo de provocar reflexões acerca das nossas reações e trata do nosso ponto de vista, mas, e do ponto de vista de Jesus? Qual seria a reação dEle? O que Ele encontraria? O que Ele diria e faria? 

Será que Ele novamente encontraria os vendilhões do templo e novamente iria virar as mesas em alguns templos? Ele encontraria fé? Ele encontraria amor? Será que Ele encontraria cristãos idênticos aos escribas e fariseus dos tempos passados?

A conjectura acima parece absurda, mas não é, pois Jesus está voltando, Igreja! De uma forma diferente da conjectura acima, mas Ele vai aparecer! E quando Ele voltar, Ele vai gostar do que vai encontrar? Não, infelizmente não! A Bíblia nos dá as respostas: 

Lucas 18.8 (parte 2): "Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?"

2 Timóteo 3.1-4: "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus"

2 Pedro 3.3,4: "Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação"

Mateus 24.3-14: "E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores. Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim"

Está claro que estamos vivendo os últimos dias da Igreja na terra! Os dias são maus! As pessoas são sobremaneira orgulhosas, soberbas, profanas, más, escarnecedoras, cruéis, iníquas, etc.! Tudo o que está escrito na Bíblia está se cumprindo numa velocidade tremenda e de uma forma terrível em nossos dias! 

Mas a boa notícia é que Jesus nos fez uma grande e maravilhosa promessa! A promessa da sua volta para nos levar com Ele (João 14.1-3)! 

A Palavra de Deus nos ensina que devemos perseverar na fé em Jesus e em suas promessas, cumprindo o que a Palavra de Deus nos ensina, até o fim, sem titubearmos! Assim seremos salvos! Glória a Deus! Vale a pena seguir a Jesus! Volte logo, Jesus!



Que Deus nos abençoe!

Abraços!

E se Jesus Cristo aparecesse? - Parte 1

Graça e Paz! 

Vamos conjecturar um pouquinho... Já imaginou se durante o transcorrer de um culto cristão habitual, Jesus Cristo entrasse Igreja adentro, em carne, e sentasse no banco, como se Ele fosse um mero visitante? Já imaginou se Ele fizesse isto em diversas denominações cristãs? 

Já imaginou se durante estas supostas visitas Jesus estivesse se trajando e se comportando conforme Ele viveu neste mundo (com barba, possivelmente com o cabelo aparado na altura dos ombros e vestido comprido – Se você discorda e pensa que Jesus era diferente, estude um pouco sobre como eram os costumes judaicos há dois mil anos atrás, faça uma leitura dos evangelhos, analise a Lei de Moisés, que Jesus cumpriu, e analise as profecias messiânicas que retratam Jesus, principalmente as do profeta Isaías).

Com toda sinceridade, pare e pense no seguinte: E se Jesus, nas condições acima, sentasse nos Bancos das Igrejas que congregamos, como seriam as reações dos nossos irmãos em Cristo? Qual seria a minha e a tua reação? O que falariam para Jesus? Ele seria bem-vindo ou Ele seria barrado já na porta pelos porteiros? Qual seria a reação do pastor? Jesus seria tratado com amor e carinho? O que fariam com aquele homem barbudo, com cabelo aparado na altura dos ombros e com roupa diferente das nossas (usando vestido ou túnica)? E se aquele homem diferente (Jesus) pedisse uma oportunidade para dar uma palavra ou para orar pelos enfermos, Ele teria oportunidade?

Como está atualmente o nível de amor, espiritualidade, tolerância e hospitalidade das nossas Igrejas Cristãs? 

Prefiro nem responder estas perguntas! Apenas reflitam mais uma vez e respondam para si mesmos e tirem suas próprias conclusões! Jesus Cristo seria realmente bem vindo em nossos cultos? Ele seria bem vindo em nossas Denominações Cristãs? Estaríamos dispostos a aceitá-Lo em nossos Templos? Ele poderia participar da liturgia (fazer uma oração ou quem sabe pregar)? E se aquele homem diferente (Jesus) fizesse alguns milagres, será que alguns irmãos iriam proferir algum tipo de blasfêmia contra o Espírito Santo (dizendo que foi o demônio quem fez o milagre, p. ex.), julgando-O pela aparência? Será que Jesus seria novamente crucificado? Se Ele fosse novamente crucificado, quem seriam os grandes responsáveis por isto (nos tempos de Jesus os maiores responsáveis pela crucificação de Cristo foram os religiosos, e hoje?)? Será que gostaríamos dos seus sermões? Depois do culto que Jesus supostamente participou, convidaríamos Aquele Homem (Jesus) para jantar ou pousar em nossos lares? 

A pergunta que não quer calar é: Será que a nossa religiosidade, os nossos dogmas, os nossos costumes, a nossa liturgia, a nossa falta de espiritualidade e a nossa falta de tolerância e amor seriam tão fortes ao ponto de Jesus ser expulso de algumas de nossas Denominações Cristãs (Igrejas locais)? Será que Ele teria liberdade, na maioria de nossas Igrejas, para Ele fazer o que quisesse? Quando cantamos ou pregamos que Jesus é bem-vindo ou que Jesus pode fazer o que Ele quiser na Igreja estamos sendo verdadeiros? Quando cantamos "abraça-me, com Teus braços de amor" estamos sendo verdadeiros, ou seja, estamos realmente dispostos a dar um abraço em Jesus?

A conjectura acima parece absurda, mas não é! Aproveitando a reflexão acima, podemos afirmar que Jesus Cristo se manifesta a nós nos dias atuais, todavia, via de regra Ele não se manifesta a nós como um judeu barbudo e de vestido, senão vejamos o que disse Jesus Cristo (Mateus Cap. 25, vers. 42 em diante):

“42. Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
43. Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.
44. Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
45. Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.
46. E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.”

Jesus nos dá, quase que diariamente, a oportunidade de tratá-lo bem, de abraçá-lo, de ser amigo dele, de serví-lo (nas condições acima - Mateus 25)! Estamos dispostos? 

Que o Espírito Santo nos ajude e nos ensine a reconhecer Jesus nas pequenas coisas! 

Que o Espírito Santo nos ensine a nos comportarmos como verdadeiros cristãos! Que o Espírito Santo nos estimule a interceder pela Igreja de Cristo na terra!


Abraços e que Deus nos abençoe!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Tolerância Cristã - Parte 2

Graça e Paz de Cristo!

A Bíblia Sagrada, na Carta que o Apóstolo Paulo escreveu aos irmãos Romanos (no Capítulo 14), nos ensina mais uma vez a prática da tolerância em virtude das diferenças de opiniões. Leia adiante do versículo 2 ao 6:

"(2) Um crê que pode comer de tudo; já outro, cuja fé é fraca, come apenas alimentos vegetais.
(3) Aquele que come de tudo não deve desprezar o que não come, e aquele que não come de tudo não deve condenar aquele que come, pois Deus o aceitou.
(4) Quem é você para julgar o servo alheio? É para o seu senhor que ele está de pé ou cai. E ficará de pé, pois o Senhor é capaz de o sustentar.
(5) Há quem considere um dia mais sagrado que outro; há quem considere iguais todos os dias. Cada um deve estar plenamente convicto em sua própria mente.
(6) Aquele que considera um dia como especial, para o Senhor assim o faz. Aquele que come carne, come para o Senhor, pois dá graças a Deus; e aquele que se abstém, para o Senhor se abstém, e dá graças a Deus."

Deus considera a nossa opinião, e ela se torna regra diante de Deus, conforme se verifica nos versículos acima e nos versículos 8, 14, 22 e 23 do mesmo capítulo:

(8) "Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor."
(14) "Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda."
(22) "Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova."
(23) "Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado."

O Apóstolo Paulo, assim como Jesus, também nos ensinou a respeitar e a não julgar os nossos irmãos na fé que possuem opiniões diferentes das nossas. Desde o início da história da Igreja e até os dias atuais, os cristãos não são uníssonos em opiniões e práticas religiosas, pois uns são mais fracos na fé e outros são mais fortes, conforme se extrai dos ensinamentos do Apóstolo Paulo no citado capítulo (Capítulo 14, versículo 2).  Fraco na fé, na definição que é possível absorver dos ensinamentos do Ap. Paulo, é o cristão que limita o Poder Salvador de Jesus Cristo, é aquele que entende que para ser salvo tem que praticar uma série de ordenanças legalistas (não pode comer isto, não pode usar aquilo,  tem que fazer tal coisa, etc. - Este é outro assunto, baseado na Carta do Ap. Paulo aos Gálatas).

Uns cristãos acreditam que o sábado é mais santo, outros cristãos julgam iguais todos os dias, uns acreditam que não podem comer carne de suíno, outros acreditam que podem comer de tudo, uns acreditam que podem usar jóias, outros acreditam que não podem usar jóias, uns acreditam que só podem usar um determinado tipo de roupa, outros acreditam que podem usar vários tipos de roupas, uns acreditam que as mulheres não podem cortar o cabelo, outros acreditam que as mulheres podem cortar o cabelo, enfim, são inúmeras as diferenças de opiniões que existem no meio cristão, todavia, a recomendação bíblica é clara: Se você tem opinião acerca de determinado assunto cristão e está convicto disto, parabéns! Deus te acolheu desta forma e Ele vai levar em conta a tua opinião! Só não julgue, não despreze e nem fique discutindo com os irmãos cristãos que possuem opiniões diferentes das tuas (Romanos cap. 14, versículos 1, 4 e 10), pois Deus também está aceitando e acolhendo aqueles irmãos em Cristo (Romanos cap. 14, versículos 3, 4, 6 e 8), pois, afinal de contas, a graça de Deus não é uniforme, ela é multiforme (“servindo uns aos outros conforme o dom que cada um recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.” - 1 Pedro 4.10).

Que Deus nos abençoe!

Abraços fraternos!

Tolerância Cristã - Parte 1

Graça e Paz de Cristo!

A Bíblia Sagrada, mais especificamente no Evangelho conforme escreveu São Marcos, no capítulo 9 e versículos 38 ao 40, nos ensina:

"(38) Mestre, disse João, vimos um homem expulsando demônios em teu nome e procuramos impedi-lo, porque ele não era um dos nossos. (39) Não o impeçam, disse Jesus. Ninguém que faça um milagre em meu nome, pode falar mal de mim logo em seguida,  (40) pois quem não é contra nós está a nosso favor."

Nós, cristãos, muitas vezes nos comportamos exatamente como os discípulos de Jesus, e dizemos:  "Ei, aquele irmão não faz parte da nossa denominação e está orando pelas pessoas em nome de Jesus, ele não está certo" - "Ei, aquela irmã é diferente de nós e está expulsando demônios das pessoas em nome de Jesus, isto não deveria ocorrer" - "Ei, aquele pastor prega em nome de Jesus mas tem uma opinião diferente da nossa, isto não poderia ser assim".  

Assim como a vontade dos discípulos de Jesus, algumas vezes a vontade que nós cristãos temos é a de proibir as pregações ou as práticas religiosas destas pessoas que são diferentes de nós ou que não fazem parte do nosso grupo religioso.

O recado de Jesus Cristo para nós cristãos foi simples e objetivo e pode ser resumido em uma só palavra: Tolerância! Jesus nos recomendou a prática da tolerância e do respeito entre os cristãos! Devemos tolerar e respeitar os nossos irmãos cristãos que não fazem parte do nosso grupo religioso, e também aqueles que possuem opiniões, liturgias, práticas ou costumes diferentes do nosso, mas que pregam o mesmo Jesus Cristo que nós pregamos!

Que Deus abençoe a nós todos e que o Espírito Santo nos ensine cada dia mais!

Abraços!



Apresentação do criador do Blog e do próprio blog!

Sejam todos bem-vindos a este blog!

CRIADOR DO BLOG: Meu nome é Isaque Francelino, nasci no dia 31/03/1980, sou brasileiro, casado desde Março de 2000 com Mileide Weber Francelino, pai de dois varões (Yan e Yago), Bacharel em Direito pela Univali (2003-I), Pós-Graduado em Direito pela Univali (2007), advogado militante desde o ano 2004, de berço cristão (protestante / pentecostal), congrego na Sede da Comunidade Batista Vida (CBV), em Balneário Camboriú - SC (Presidida pelo Pr. Valdir Moraes), onde sirvo a Deus como Obreiro!

 Isaque Francelino

O BLOG:  Neste blog, velaremos pelo respeito aos Direitos Autorais!  Os textos que serão  postados sem referência a autor serão de própria autoria do criador do blog (Isaque Francelino)! Todas as vezes em que for citada uma frase, idéia ou texto de outro autor, a fonte e o nome do autor deverão ser destacados, em respeito às Normas Legais e em respeito aos pensamentos das pessoas!  Além disto, tentaremos utilizar, em nossa escrita, de uma linguagem mais popular, para que o conteúdo deste blog possa ser entendido por todos!

Os textos escritos pelo criador do blog (Isaque Francelino) são de sua inteira responsabilidade.  Pedimos humildemente aos leitores e seguidores deste blog que estejam intercedendo pelo criador do blog, Isaque Francelino, para que o Espírito Santo venha dirigir tudo o que for escrito neste blog.

Se você tem sugestões ou um texto de sua autoria e gostaria de postá-lo aqui, envie um e-mail para o criador do blog: isaquefr@yahoo.com.br . O texto será analisado e, caso seja aprovado, será publicado no blog!

Abraços e que Deus abençoe a todos nós!